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Prefeitura de Pelotas

Notícias

30 Jul 2012 13:10   Redator(a): Carolina Ney 23024/SP

Procon alerta para efeitos do consumismo na infância

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         Psicólogos, orientadores educacionais e professores têm percebido, nas escolas, os efeitos do consumismo na infância e na adolescência: erotização precoce, obesidade, disseminação da violência como conduta normal, empobrecimento da personalidade e, em alguns casos, até mesmo ingestão de tabaco e álcool. Responsável pelo trabalho de conscientização em diversas comunidades, a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, Nóris Fonseca Finger, vem difundindo, em suas palestras, as artimanhas publicitárias de indução a compras que, além de desnecessárias, prejudicam o equilíbrio ambiental.

         “O apelo dos fabricantes e outros fornecedores é muito forte sobre as crianças e jovens. A comunicação mercadológica causa um impacto de persuasão que, não raramente, acaba no comprometimento do orçamento familiar devido às aquisições desenfreadas”, explica Nóris. Outro estrago na construção do caráter diz respeito à inversão de valores: relações sociais tornam-se superficiais ao passo que produtos ou objetos — jogos eletrônicos, tênis, roupas, brinquedos de grife, entre outros — passam a possuir mais importância do que amigos e familiares.

         “O papel da educação é essencial. Os pais não podem delegar apenas aos professores a tarefa de formar indivíduos conscientes em relação à economia e ao próprio meio. Esse trabalho começa em casa e pelo próprio exemplo”, salienta a chefe do setor do órgão municipal. Ademais, esclarece Nóris, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) também coíbe a exploração dos instintos daqueles considerados vulneráveis e, ao mesmo tempo, hipossuficientes, já que estão desprovidos da capacidade de discernimento.

         “A propaganda enganosa está definida no primeiro parágrafo do art. 37 do CDC e caracteriza-se por informação total ou parcialmente artificiosa. Já a abusiva é agressiva e desrespeitosa, podendo, por exemplo, aproveitar-se da ingenuidade das crianças, estimulando-as a comportamentos perigosos à saúde e à segurança”, distingue. A atenção cuidadosa com todos esses expedientes ardilosos, capazes de criar novas necessidades de modo frenético, poderá em longo prazo evitar danos futuros no psiquismo e na valorização de bens imateriais realmente edificadores dos relacionamentos e, por conseguinte, da sociedade.

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