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Prefeitura de Pelotas

Notícias

13 Abr 2017 18:17   Redator(a): Joice Lima

Prefeitura vai intensificar ações para reduzir mortes de bebês

Decisão de traçar meta e propostas para atingi-la foi tomada durante 6º Encontro de Mortalidade Infantil de Pelotas

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    A prefeitura de Pelotas vai reativar o Comitê Municipal de Investigação de Óbitos Infantis, Fetais e Mortes Maternas (Comai) e traçar, junto à Secretaria de Saúde (SMS), uma meta para redução do Coeficiente de Mortalidade Infantil para cada mil nascidos vivos (CMI/1000), a ser alcançada até o final do governo Paula Mascarenhas. A partir de agora, serão realizadas reuniões sistemáticas para promover ações que melhorem os resultados na área infantil no Município.

    Essas e outras decisões foram tomadas durante o 6º Encontro Municipal sobre Mortalidade Infantil, ocorrido na tarde desta quinta-feira (13), no auditório Dom Antônio Zattera/UCPel, e que contou com palestra de Cesar Victora, um dos mais respeitados epidemiologistas do mundo na área da saúde infantil.

    “Pelotas é a cidade mais estudada do mundo em termos epidemiológicos. 10% de nossa população integra uma de nossas coortes. Apesar disso, os números de mortalidade infantil no Município ainda são muito altos, se comparados com os países que têm os coeficientes mais baixos. Precisamos revolucionar o nosso pré-natal e mudar essa realidade”, provocou Victora.

    “Meu sonho é conseguir que o Coeficiente fique em um dígito, mas a meta será traçada com os profissionais da área. Vamos assumir esse desafio, e começar a trabalhar, não pelos números, mas porque são vidas que estão atrás desses números e o nosso trabalho é ajudar as pessoas a serem mais felizes”, disse a prefeita Paula Mascarenhas, no final do Encontro.

    Paula entregou a Victora uma placa de agradecimento, em nome da população pelotense, pelo seu trabalho, reconhecido internacionalmente. “É um privilégio ver um filho de Pelotas atingir esse patamar, com os resultados dos trabalhos desenvolvidos espalhados pelo mundo. Mexe com a nossa autoestima, nos enche de orgulho”, disse a prefeita. Natural de São Gabriel, Victora está em Pelotas há 40 anos e tem o título de Cidadão Pelotense.

    Após a palestra de Victora, Sheila Strelow e Inajara Mirapalhete, do Departamento de Saúde da Criança, da Diretoria de Ações em Saúde (SMS), apresentaram dados sobre Pelotas. O Coeficiente mais baixo da última década foi em 2013: 10,2. Elas abordaram as estratégias, o Programa Pra-Nenê, a Escola de Mães e Avós e dados sobre a Mortalidade Infantil no Município, entre outros tópicos. Em 2016, Pelotas teve 4.210 nascidos vivos e o CMI/1000 15,9.   

     Cesar Victora foi o primeiro pesquisador brasileiro entre os vencedores do Prêmio Gairdner, a mais importante premiação científica do Canadá e uma das mais respeitadas mundialmente na área de Ciências da Saúde. Ele tem mais de 600 publicações reconhecidas por especialistas da área, atuou em mais de 50 países e ocupou a presidência da associação Epidemiológica Internacional de 2011 a 2014. Victora é autor do estudo sobre a importância do aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida do bebê, adotado mundialmente, e sobre a influência dos primeiros mil dias da criança. Ele é diretor da Countdown 2030, uma iniciativa que busca a redução gradativa da mortalidade infantil e materna, em todo mundo.   

    Participaram do 6º Encontro sobre Mortalidade Infantil, promovido pelo Comitê de Investigação de Óbito Infantil Fetal e Morte Materna da Secretaria de Saúde (SMS), a secretária de Saúde, Ana Costa; a diretora de Ações em Saúde, Eliédes Ribeiro; o presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Henrique Viana (PSDB); e as professoras Iná dos santos, representando o reitor da UFPel, Pedro curi hallal, e Moema Chatkin, representando o reitor da UCPel, José Carlos Bachettini Júnior; além de profissionais da rede municipal de saúde, integrantes do programa Primeira Infância Melhor (PIM) e acadêmicos das duas universidades.

    Saiba Mais   

    O coeficiente de mortalidade infantil para cada mil nascidos vivos (CMI/1000) tem ficado entre 10,2 (2013) e 15,9 (2016) na última década, em Pelotas. Ainda que o número esteja dentro da média brasileira (CMI/1000 15), está bem acima da do Rio Grande do Sul (CMI/1000 10) e muito acima da dos países que têm o coeficiente mais baixo em todo mundo (Suécia, Singapura, Japão, Islândia, Noruega tem CMI/1000 2).

    Quatro coortes realizadas em Pelotas de 1982 a 2015 apontam que:

*reduziu o número de nascidos vivos (em 1982 foram 6.011; de 2006 em diante, fica em torno de 4.000)

*as mães da atualidade têm um nível de escolaridade maior, pesam mais, tem uma renda familiar maior e fumam menos

*Brasil é recordista em partos por cesariana. Em Pelotas, o número de cesáreas aumentou: 1982 – 27,75% e em 2015 – 65,1% (representa 90% dos partos entre mulheres com renda familiar alta e 50% entre mulheres de renda baixa)

*aumentou o número de prematuros e bebês de baixo peso

*diminuiu a subnutrição, mas o problema agora é outro: a obesidade (em 1982 atingia 4% dos bebês, em 2015, 14%;

*as mães também pesam mais: em 1982, 23,2% das mães estavam com sobrepeso ou eram obesas; em 2015, o percentual dobrou: 47%

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