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Prefeitura de Pelotas

Notícias

14 Jun 2017 20:38   Redator(a): Andressa Barbosa

Prefeitura e Defesa Civil monitoram situação de áreas alagadiças

Várias secretarias estão prontas para atender famílias se os níveis da água subirem no feriado

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    Equipes da Prefeitura e da Defesa Civil (DC) monitoram diariamente as condições climáticas e a situação das comunidades na Colônia Z3, Pontal da Barra, Novo Valverde e Barra - regiões mais suscetíveis a alagamentos. Um força-tarefa foi formada há algumas semanas e desde então atua preventivamente na elaboração de ações para atender famílias que possam ficar desabrigadas se os níveis do Canal São Gonçalo e da Lagoa dos Patos subirem.

    Apesar do tempo bom na região, a cidade é impactada pela descida das águas vindas de afluentes próximos à região metropolitana e que desembocam na laguna, como o Rio Guaíba, por exemplo. Esta é a causa para os focos de alagamentos na Z3 e na Barra.

    Em ambos lugares, a quantidade de água baixou nesta quarta-feira (14), mas com a previsão da mudança da direção do vento, que na quinta-feira (15) deve soprar no sentido Nordeste, com possíveis rajadas de até 40 quilômetros por hora, a estimativa é de que o volume represado seja impedido de escoar para o mar e invada áreas costeiras. Todos locais de risco continuarão sob constante vigilância de equipes preparadas para entrar em ação a qualquer momento.

    Ajuda veio a tempo

    Na última terça-feira (13), uma família foi realocada e conta com o suporte de várias secretarias e da Defesa Civil para se manter em segurança no salão da Comunidade Católica Nossa Senhora dos Navegantes, na Z3. Jéssica Vieira Rodrigues, 26 anos, precisou deixar a casa na parte mais baixa do Cedrinho pela segunda vez. A primeira foi na enchente em 2015, quando estava grávida da pequena Celina, hoje com um ano e oito meses.

      A diferença é de que neste ano, a ajuda foi mais rápida e evitou que a família voltasse a perder tudo. “Graças à Prefeitura e à Defesa Civil eu consegui tirar todas as minhas coisas da casa a tempo. Tenho tudo salvo aqui comigo”, afirma a jovem no terceiro mês da nova gestação. “A ajuda tirou um peso enorme do meu coração”, completa a esposa de pescador.

    Além do caminhão para carregar os móveis até o abrigo, o Executivo intermediou ainda a garantia do bem-estar da família. A Secretaria de Assistência Social (SAS) forneceu alimentos, fraldas, material de higiene e limpeza.

    Algumas refeições nesse período também passaram a ser oferecidas na unidade do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da SAS, próxima ao salão paroquial onde Jéssica está abrigada. “Preparamos mais kits caso mais pessoas venham a se desabrigar”, antecipou o secretário Luiz Eduardo Longaray.

    Entre as ações previstas, estão o direcionamento das doações da Campanha do Agasalho para atender essa demanda e a disposição da Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira (Sgaf) em priorizar a compra de produtos que possam vir a ser necessários para suprir as necessidades de desabrigados emergencialmente. “Temos todo o aparato garantido para que essas compras sejam feitas com agilidade se for preciso”, informou Longaray.

    Preparados para agir

    Integrantes da Secretaria de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana (SGCMU), Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI) também atuam no monitoramento e formulação de estratégias preventivas. A mão de obra das equipes da SSUI e seu maquinário estão à disposição com caminhões, retroescavadeiras, patrolas e toda infraestrutura logística para o apoio a intervenções se o cenário se agravar. O efetivo do Sanep, responsável pelas casas de bombas, também integra o grupo engajado na supervisão e implementação imediata de alternativas.

    Situação sob controle

    Apesar do momento ser de alerta, as autoridades esclarecem que o cenário é diferente do vivenciado na enchente de 2015. Além da baixa precipitação prevista para a cidade, um dique de contenção protege as imediações do Novo Valverde e Pontal da Barra de um alagamento de grandes dimensões como o registrado anteriormente.

    A expectativa é de que o período mais crítico causado pelo vento Nordeste seja nesta quinta-feira (15). Mas as condições devem voltar a melhorar a partir da próxima sexta-feira (16) quando é aguardado novo recuo das águas.

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