Distribuidoras geram alta nos preços dos combustíveis
Fiscalizações do Procon com forças de segurança, em 60 postos de Pelotas, indicam regularidade na revenda
As investigações do Procon Pelotas revelam que os aumentos dos preços dos combustíveis, nos postos da cidade, devem-se à elevação dos valores nas distribuidoras, motivada pela tensão da guerra no Oriente Médio. Esforços conjuntos entre o órgão e as forças de segurança visam à verificação de irregularidades nas cobranças ao consumidor final, não confirmadas no município.
Fiscalizações indicam regularidade na revenda. Fotos: Manuela Santos/Secom
A coordenação enviou ofício ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), nessa segunda-feira (30), relatando o resultado das apurações em 60 revendas. No mês passado, o prefeito Fernando Marroni comunicou, ao promotor de Justiça José Zachia Alan, a preocupação do governo com a viabilidade do serviço público. O chefe do Executivo, na ocasião, reforçou a necessidade de contenção da alta indevida do óleo diesel e do risco de eventual desabastecimento do transporte coletivo, bem como de veículos e maquinário da Prefeitura.
Avaliação do MP
Não havendo apontamento do Ministério Público, inicialmente os estabelecimentos comerciais de Pelotas, a partir das fiscalizações de fevereiro e março, não sofrerão sanções administrativas do Procon local. Coordenador executivo, Crístoni Costa antecipa a continuidade das diligências e avalia a movimentação econômica do setor.
Averiguação do lucro
Um dos parâmetros usados para identificar possíveis infrações é a conferência da margem de lucro de 20%, habitualmente aplicável no setor. Qualquer disparidade significativa, ou muito acima, indicia tentativa de ganho ilícito.
Um dos parâmetros usados para identificar infrações é a conferência da margem de lucro. Fotos: Manuela Santos/Secom
Alguns postos ultrapassaram esta marca, porém em índices tão pequenos que não chegaram a configurá-los como abusivos, devido aos custos operacionais maiores das grandes empresas", explica. "A maioria registrou-a em patamares inferiores ao percentual."
No que se refere à análise comparativa, o coordenador ressalta que a aferição da abusividade não se pode restringir à diferença percentual entre o preço de aquisição e o de comercialização. "A formação do valor envolve diversos fatores, tais como custos, encargos tributários, frete, estrutura administrativa e estratégias comerciais adotadas", observa.
Sobre a investigação
Para instrução da análise, por meio do ofício n° 05/2026, a equipe do Procon requisitou aos fornecedores a apresentação, no prazo de cinco dias, das notas fiscais de aquisição dos combustiveis, bem como dos preços efetivamente praticados. As ações compreendem os períodos de 23 a 28 de fevereiro e de 10 de março até a última carga recebida no momento da solicitação.
Ações compreendem os períodos de 23 a 28 de fevereiro e de 10 de março até a última carga. Fotos: Manuela Santos/Secom
Os servidores sistematizaram os documentos entregues em planilhas, das quais extraíram a indicação dos valores de compra e de revenda da gasolina comum e aditivada, do diesel S500 e S10, e do etanol. A averiguação incluiu as diferenças percentuais entre eles.
"O Procon continuará a acompanhar a dinâmica do mercado, a fim de resguardar os direitos dos consumidores", garante. Segundo o gestor, além de monitorar continuamente os preços praticados no setor, a equipe adotará as medidas cabíveis sempre que as circunstâncias exigirem.
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