SME acompanha reparos nas escolas atingidas pelo temporal
Foram contabilizadas 13 escolas com danos significativos em telhados e forros
Desde segunda-feira (21), a Secretaria Municipal de Educação (SME) se mobiliza para atender as demandas da rede municipal de maneira ordenada após a tempestade convectiva e vendaval do início da madrugada em Pelotas. Gradativamente, conforme decisão alinhada entre a secretária Vitória Feldens e o prefeito Fernando Marroni, as atividades escolares estão em processo de retomada. Ao mesmo tempo, iniciou-se o processo de análises e reparos das avarias encontradas.
Nos dois primeiros dias foram visitadas 22 escolas, um tempo recorde para a SME. Desta forma, conseguimos estar mais próximos das equipes diretivas para oferecer acolhimento em meio a um cenário de guerra”, afirma Vitória. “Em muitas das escolas observamos o cuidado das equipes com o patrimônio de seus estabelecimentos”, pontua.
Próximos direcionamentos
Até o momento, 13 das 94 escolas da rede municipal de ensino sofreram danos estruturais significativos, especialmente nos forros e telhados. “A Infraestrutura planejou estratégias de visitação para as escolas a partir do dia seguinte do temporal. Ao mesmo tempo, nosso setor de manutenção registrou danos em fotos e vídeos, além de garantir telhas para algumas das instituições mais atingidas. Atualmente, temos a proposta de atuar junto à Secretaria de Urbanismo (Seurb),com reformas totais e parciais dos telhados atingidos ”, relata Olga Silva, coordenadora do Setor de Infraestrutura da SME. “Foi muito importante oferecer acolhimento nesse momento.”
Três escolas da rede já estão em processo de avaliação pela Seurb e pelo Setor de Engenharia da SME devido aos prejuízos estruturais considerados alarmantes em suas coberturas. São elas: Emef Balbino Mascarenhas, no Simões Lopes, localidade duramente atingida pela tempestade, Emef Ferreira Viana e Colégio Municipal Pelotense (CMP). A expectativa é garantir o direcionamento de recursos da Defesa Civil Nacional devido à alta projeção de custos em reconstruir estrutura, cobertura e fiação elétrica.
As demais escolas impactadas pelo temporal também estão passando pelo mesmo processo de análise e levantamento de gastos, mas com o objetivo de avaliar o que pode ser resolvido com a ajuda de repasses emergenciais do município e do Plano de Aplicação de Recursos Financeiros (Parf) - programa de descentralização de recursos financeiros da própria Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação (SME)
Instituído em 2003, na primeira gestão do prefeito Fernando Marroni, o mecanismo é direcionado às escolas de ensino fundamental para manutenção elétrica, predial, hidráulica, contratos de prestação de serviço e aquisição de bens de capital, permitindo a escolha dos investimentos ser feita pela própria escola, através do Conselho Escolar. O programa possui quatro repasses anuais, e sua quarta parcela, prevista para o próximo mês de outubro, já foi creditada para todas as escolas, permitindo que pequenas manutenções decorrentes do temporal possam ser realizadas.