Representantes de Assistência Social, Saúde, Ministério Público e Conselho Tutelar articularam a rede de atuação

Combate ao trabalho infantil e à mendicância é enfoque do Poder Público

Representantes de Assistência Social, Saúde, Ministério Público e Conselho Tutelar articularam a rede de atuação

Por Autor desconhecido 27-02-2019 | 15:29:47
Tags: criança , adolescente , esmola , rede de proteção

Na manhã desta quarta-feira (27), o grupo de trabalho da Prefeitura, que trata da rede de rua, se reuniu para discutir o encaminhamento de situações envolvendo crianças e adolescentes. Representantes das secretarias de Assistência Social (SAS) e Saúde (SMS), Conselho Tutelar, Organização da Sociedade Civil (OSC) Gesto, Ministério Público e Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) apresentaram ideias para o combate do trabalho infantil e da situação de rua, além de analisar alguns dos casos levantados nas últimas semanas.

O objetivo é melhor articular a atuação em rede, com o acompanhamento também do núcleo familiar, além de promover uma campanha incentivando a população a não dar esmolas. O hábito provoca a exploração dos jovens e faz com que permaneçam longe da escola.

“É preciso entender que apenas um serviço não será suficiente. O trabalho com crianças e adolescentes já é difícil, e em situação de rua é mais ainda”, lembrou a psicóloga Aline Crochemore. Em muitas histórias há agravantes, como o abandono e a vulnerabilidade social, por isso o fluxo de trabalho precisa ser efetivo.

Fotos: Michel Corvello

A SAS estabelece parcerias com instituições para atuar na abordagem social a esse público, como no caso da OSC Gesto. Todas as noites, um grupo de convivência, no Restaurante Popular, oportuniza oficinas e reforço escolar para 40 crianças e adolescentes em situação de risco, e cerca de cem integram o cadastro da Organização.

A promotora da Infância e da Juventude, Luciara Robe da Silveira, explicou que o comunicado de casos envolvendo violência e abuso sexual contra menores de idade chega com mais frequência ao MP, em comparativo às denúncias de trabalho infantil e mendicância, o que dificulta a responsabilização de pais ou familiares envolvidos. “Mas esmola não é ajuda”, enfatizou Luciara, que ainda destacou que doações em valores devem ser encaminhadas ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (Fundica), órgão que pode fornecer o auxílio necessário.

Como forma de combater o trabalho de crianças e jovens, na forma de venda de balas e canetas com o argumento da compra de materiais escolares, ou o pedido de esmola para o mesmo fim, comuns nessa época do ano, o grupo organizou uma arrecadação de cadernos, canetas, lápis, estojos e mochilas. As doações podem ser encaminhadas ao Plantão Social da SAS, aos Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a sede da Gesto, para que sejam destinadas a quem necessita e estimular a permanência em sala de aula.

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