Temporal provocou alagamentos, quedas de árvores e de postes
Prefeitura distribui lonas, faz levantamento para posterior entrega de telhas e demarca locais de risco. Chuva do fim da manhã foi de mais de 40 milímetros em meia hora. Rajadas de vento podem ter chegado a 100 quilômetros por hora em Pelotas
Atualizada às 19h48 com informações da velocidade do vento
Quedas de árvores e postes, alguns sobre casas e rede elétrica, além de destelhamento foram as principais ocorrências provocadas pelo temporal que atingiu Pelotas no final da manhã desta quinta-feira (12). De acordo com órgãos de monitoramento, foram 40 milímetros de chuva em menos de meia hora em trechos da zona urbana do município. A frente fria que começou no bairro Fragata, zona oeste, se deslocou em direção ao bairro Areal, na zona leste, deixando um rastro de estragos que inclui também alagamentos localizados. Na estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no Capão do Leão, os ventos chegaram a 75,2 quilômetros por hora. Em Pelotas, no entanto, estima-se que as rajadas atingiram os 100 km/h.
“Alagamento é o menor dos problemas”, afirmou o titular da Secretaria de Proteção e Defesa Civil, Milton Martins. O secretário não escondeu a preocupação com a situação dos destelhamentos, o que fez a Prefeitura, por meio da pasta, distribuir “muita lona” para os atingidos. Ao mesmo tempo, as equipes fazem levantamento para posterior distribuição de telhas. De acordo com Martins, localidades nas imediações do Areal foram as que aparentemente apresentaram mais ocorrências, como Bom Jesus, Dunas, Vasco Pires, Leocádia e Obelisco. Fragata e zona norte também registraram estragos e alagamentos.
O prefeito Fernando Marroni, no fim da tarde, confirmou que pelo menos 15 escolas registram danos, bem como unidades básicas de saúde. A zona rural, que em dezembro sofreu com o ciclone extratropical que obrigou a Prefeitura a decretar situação de emergência na região, até o fim da tarde desta quinta, não anotou ocorrências.
As secretarias de Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui), Transportes e Trânsito (STT), Obras e Pavimentação (Smop) e Sanep também integraram esforços em mutirão para trazer a cidade de volta à normalidade.
A frente fria provocou ventos e precipitação acima da previsão dos órgãos de monitoramento. Por isso, a orientação é que a população tome cuidados para não se expor a risco. Em caso de emergência, a recomendação é ligar para a Defesa Civil pelo 53 99700-7575.
Não foi tornado
De acordo com o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet/UFPel), o fenômeno desta manhã em Pelotas está sendo tratado como uma tempestade com “nuvem em funil”. Para ser reconhecido como tornado, tal nuvem deve tocar o chão e não há evidências de que isto tenha acontecido.
Foto de capa: Tobias Bernardo/Secom