Água:Laudo nega riscos à saúde

Por Divulgação 03-04-2007 | 00:00:00
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O Sanep recebeu hoje(03) o estudo encomendado ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) sobre a presença de manganês no manancial da Barragem do Santa Bárbara. O estudo foi realizado pelos professores Antônio Benetti e Ana Beatris Brusa, que avaliaram as condições da água do Santa Bárbara no inicio no mês passado. De acordo com o laudo, não existe riscos á saúde. O Sanep já resolveu grande parte do problema e continua trabalhando para solucionar, nos próximo dias, os 10% dos consumidores que ainda enfrentam dificuldade com a coloração do líquido.

As análises do manganês nos reagentes usados na Barragem apresentaram resultados negativos, determina o laudo. Além disso, garante que os efluentes industriais da bacia de drenagem ao reservatório Santa Bárbara, de onde a água é captada, não apresentam concentrações de manganês acima dos padrões de emissão estabelecidos pela Fepam.

“Já esperávamos por este resultado do laudo, que é semelhante ao que foi desenvolvido pelos nossos técnicos. E a partir desta avaliação já estamos trabalhando em cima destas comprovações”, afirmou o diretor-presidente do Sanep, Ubiratan Anselmo. Técnicos da autarquia estão realizando a descarga em vários pontos da rede que sai da Barragem do Santa Bárbara.

O estudo aponta que a coloração escura que eventualmente aparece na água potável de determinados pontos da cidade é devida à presença de precipitados de manganês. Estes precipitados são formados pela oxidação de manganês solúvel, com origem no manancial do Santa Bárbara.

O estudo apontou que o ambiente próximo à captação de água no reservatório Santa Bárbara deve estar anaeróbio, favorecendo a redução do manganês à sua forma solúvel. Isto é deduzido pela concentração de manganês medido na água junto ao lodo do reservatório Santa Bárbara.

As constantes florações de algas e cianobactérias detectadas no manancial de água provavelmente estão favorecendo esta situação, uma vez que, ao morrerem, as algas e cianobactérias sedimentam e se decompõem, consumindo oxigênio dissolvido presente na água e incrementando os depósitos de lodo.

Segundo os professores, o uso de permanganato de potássio para remover manganês em estações de tratamento de água é adequado, de acordo com a bibliografia especializada. A adição do permanganato já foi feita junto à captação de água, para que o precipitado seja removido na estação de tratamento e não entre no sistema de distribuição.

Os testes feitos em laboratório com água do Santa Bárbara indicaram que uma concentração de 0,6 mg/l de permanganato de potássio reduz a concentração de manganês na água a valores próximos a zero. Esta concentração já foi usada, com sucesso, para oxidar o manganês.

Com relação aos efeitos que pode causar à saúde, o laudo aponta que manganês é considerado um nutriente essencial nas dietas de humanos e animais, ocorrendo naturalmente nos alimentos. Existem recomendações para consumo diário de manganês entre 2 a 5 mg/dia para adultos e 0,3 a 0,6 para crianças. Manganês é em geral considerado não-tóxico e sua remoção da água deve-se principalmente por razões estéticas, relacionadas à coloração.

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