Ciclofaixa: um processo de qualificação viária para Pelotas

Por Divulgação 05-04-2007 | 00:00:00
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Trafegabilidade facilitada; abrigo e segurança para pedestres, condutores e ciclistas; conscientização e garantia de uso da via pública por todos são apenas alguns dos benefícios considerados pela Prefeitura e aplicados ao novo Plano Viário da cidade, elaborado no ano passado. Melhorias de ruas e avenidas e a implantação de ma malha cicloviária, projetando ciclovias e ciclofaixas, integram este plano. Recentemente um novo debate entre técnicos das universidades Federal e Católica (UFPel e UCPel) respaldaram a necessidade de concretização deste processo.

De acordo com estudos técnicos, de engenheiros, arquiteto e urbanistas, o crescimento econômico e o desenvolvimento das médias e grandes cidades brasileiras estão diretamente atrelados à qualificação e ordenamento do tráfego e à mobilidade urbana facilitada. Em Pelotas não é diferente. Segundo comparativo levantado pelo secretário Jacques Reydams, enquanto cidades como São Leopoldo, Blumenau, Itapema, Curitiba investiram significativamente em estruturas para o transporte cicloviário por questões econômicas, ambientais e de saúde, Pelotas esteve estagnada.

Para reverter esta situação, o novo Plano Viário montado pela Secretaria Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT) priorizou a implementação e o melhoramento de ciclovias e ciclofaixas em diferentes pontos da cidade. Foi o que aconteceu em 2005 na ciclovia da Duque de Caxias, no Fragata, recentemente na avenida Adolfo Fetter e é o que está projetado para começar na rua Andrade Neves, entre as avenidas Bento Gonçalves e Dom Joaquim.

Com o objetivo de desafogar o trânsito existente da rua General Osório, única via de fácil ligação entre a área central e a zona norte, registrando hoje um tráfego diário de cerca de 1,5 mil ônibus e ainda separar carros de biciletas, foi montada o projeto da ciclofaixa da rua Andrade Neves. A idéia inicial para aquele logradouro prevê a implantação de uma ciclofaixa de 1,3 quilômetro de comprimento e 1,90 metro de largura pelo lado par, entre a caçada e a pista de rolagem que ficará com seis metros. Todas as medidas obedecem às dimensões estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para o secretário Jacques Reydams, os empecilhos que surgem diante da construção da ciclofaixa na Andrade neves, estão sendo conduzidos para questões pontuais isoladas que comprometeriam um grande avanço para toda a cidade, principalmente à população de usuário de bicicleta que hoje chega a 20 mil em Pelotas. “É inconcebível que por má compreensão de alguns deixemos de beneficiar uma crescente e importante parcela da sociedade que, inclusive, por meio deste veículo gera emprego e renda”, ressaltou, sensibilizando. “Precisamos é somar forças, buscarmos alternativas e evoluirmos, assim como as demais cidades do nosso porte. Temos que deixar de olharmos pra trás, pensarmos apenas em nós mesmos e crescermos estruturalmente, em todos os segmentos, essencialmente no trânsito”, conscientizou.

Outro aspecto positivo relacionado à ciclofaixa da Andrade Neves é a conseqüente redução da velocidade dos carros naquela rua, considerando que nela estão endereçadas um hospital, uma escola de educação especial e uma escola de línguas. Com as novas dimensões a diminuição da velocidade será automática.

Melhorias para incluir socialmente o ciclista

O integrante do Movimento dos Usuários de Bicicleta de Pelotas, Horácio Severi, vê a obra como o início de uma mudança de paradigma, onde, segundo ele, Pelotas passa, a partir deste ano, a inserir o ciclista na malha viária do município e não mais marginalizá-lo com vinha ocorrendo. “Precisamos entender que as ciclofaixas incentivam o uso da bicicleta com meio de transporte, viável econômico, saudável e ecológico, favorecendo a segurança da população. Principalmente na situação da Andrade Neves que surge como alternativa, já que hoje é impossível conciliar de forma harmoniosa carro, ônibus, caminhão e bicicleta na rua General Osório”, observou o ciclista.

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