Como controlar os sintomas da asma e rinite

Por Divulgação 14-11-2006 | 00:00:00
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Com a influência do aspecto mais característico da primavera – a chegada das flores – os pacientes que possuem alergias crônicas, como asma e rinite, têm os sintomas agravados, devido a proliferação de polens e outros alérgicos inaláveis. De acordo com a médica pneumopediatra da UBS de Puericultura, da Secretaria Municipal de Saúde, Maura Malcon, por mais que este tipo de doença não tenha cura, existe um tratamento e uma série de cuidados para amenizar o desconforto.

Os sintomas mais freqüentes são coceira, espirros em seqüência, rinorréia (coriza nasal) e obstrução nasal. Tanto a asma quanto a rinite, esclarece Maura, são doenças herdados da família e são muitas vezes agravadas através do contato com alérgicos inaláveis, como pólen das plantas, ácaros, poeira domiciliar, pelos, penas de animais, fumaça de cigarro e outros. Estes todos são fatores desencadeantes dos sintomas de doenças alérgicas. Conforme relata a doutora, quando o paciente entre em contato com estes agravantes, algumas células são ativadas e o sistema imunológico libera substâncias inflamatórias.

Para evitar o desconforto, Maura aconselha, primeiramente, recorrer à ajuda de um médico. O tratamento mais indicado são os antialérgicos orais e os corticosteróides nasais. Mas a farmacologia é apenas um aspecto. Posteriormente, Maura destaca a higiene do ambiente como crucial nesta batalha. É recomendável evitar fumaça de cigarro dentro de casa (a poluição domiciliar mais freqüente é o fumo, ela relata), reduzir a poeira limpando a casa com pano úmido, não varrer para não levantar poeira, evitar tapetes no quarto, lavar cortinas com freqüência e colocar colchão e travesseiros no sol. “A poluição domiciliar é fácil de ser controlada quando se segue todos esses passos, mas a poluição ambiental sempre será um fator com o qual teremos que conviver”, lamenta Maura.

A pneumopediatra descreve, ainda, que de acordo com a freqüência dos sintomas é que o paciente pode ser classificado e, só então, medicado. Existe a rinite intermitente – quando os sintomas aparecem menos de quatro dias por semana e por uma duração de menos de quatro semanas – e a rinite persistente – que ultrapassa esses períodos. As duas podem ser classificadas como leve ou moderada grave. Rinite leve é aquela que não atrapalha o sono nem as atividades diárias. A moderada grave é a que causa um desconforto maior e com a qual deve-se tomar mais cuidado. Por fim, Maura ressalta o perigo da auto-medicação: “é sempre recomendável procurar ajuda de um profissional capacitado”, finaliza.

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