Destaque para o serviço de vacinação do município
Visto que o carro-chefe dos projetos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é a prevenção, a vacina representa um elemento de total importância para a manutenção da saúde pública do município. O serviço de vacinação da cidade é regulado pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica da SMS. De acordo com a coordenadora deste setor, Maria Regina Reis Gomes, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Pelotas possuem salas de vacina, mas o local que recebe um maior número de pessoas é a Sala de Imunização do Centro de Especialidades, localizado na rua Voluntários da Pátria, 1428. A Sala funciona de segunda à sexta, das 7h30 às 17h30 e o telefone para contato é 3222-1426.
A enfermeira responsável pela Sala de Imunização, Ana Alice Maciel, alega que são feitas, em média, 360 vacinas por dia. Por mês, mais de 7 mil doses são aplicadas, somente contando as vacinas de rotina e algumas especiais, sem contabilizar as campanhas realizadas durante o ano. Além de vacinas, a Sala oferece teste do pezinho e verificação da pressão arterial.
Ana Alice informa que para se vacinar, basta comparecer na Sala com a carterinha de vacinação em mãos. Ela relata que existe um sistema regulador, onde são registradas todas as aplicações de vacina. Assim, caso o responsável esqueça a carteirinha de vacinação da criança, é possível consultar o histórico pelo sistema. Mas só são registradas as crianças que fazem vacina no Centro de Especialidade.
A Sala de Imunização, destaca Ana Alice, atende todos que até lá se dirigem, inclusive adultos e idosos (quando o paciente se encaixa no perfil da vacina), mas não existe a rotina de ligar para as residências oferecendo vacinas. “Quando isto acontece, certamente é um equívoco”, garante.
A enfermeira destaca a eficácia das vacinas, alertando à comunidade sobre a importância da prevenção. Para ela, a imunização é a melhor maneira de fortalecer o sistema e a vacina evita muitas doenças graves, como o Tétano e Hepatite. De acordo com Maria Regina, a poliomielite foi erradica no país devido a eficácia da vacinação. Além disso, o último caso de sarampo em Pelotas, por exemplo, foi detectado em 1997, em uma criança que veio de Santa Catarina. Maria Regina ressalta, ainda, que nos últimos anos diminuiu em 85% os casos de internação de idosos, devido as campanhas de vacinação.
“A vacinação é crucial para o controle das doenças, e é um serviço gratuito oferecido à população”, destaca Ana Alice. O abastecimento das vacinas é feito pelo Ministério da Saúde, que também define o calendário básico. O estado disponibiliza as seringas e o município (com verba do Departamento de Vigilância Epidemiológica da SMS) fica encarregado pela rede de frio utilizada na conservação da vacina, como geladeiras e isopores.
As vacinas oferecidas às crianças, pelo calendário básico do Ministério da Saúde, são: BCG (contra tuberculose); Hepatite B; Poliomielite ou Paralisia Infantil; Tetravalente (difteria, tétano, coqueluche, meningite); Triviral (sarampo, rubéola e caxumba); Febre Amarela e Rota vírus (aos 2 e aos 4 meses). Aos adolescentes, adultos e idosos, também são oferecidas as vacinas contra Difteria; Tétano; Febre Amarela; Sarampo; Caxumba e Rubéola, quando há necessidade. Aos idosos, ainda são oferecidas doses anuais contra influenza ou gripe e dose única contra a pneumonia causada pelo pneumococo.