Farmácia Municipal investe em ações para aprimorar o serviço

Por Divulgação 04-08-2006 | 00:00:00
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Na data em que se comemora o Dia da Farmácia, dia 5 de agosto, a farmacêutica responsável pela Farmácia Municipal de Pelotas (FMP), Roberta da Silva Afonso, anuncia projetos e novidades na rotina da FMP. Segundo ela, um dos principais projetos em andamento na instituição é a criação de um programa de computador, com o auxílio da Coinpel, que organize e dinamize o estoque de medicamentos. A idéia é informatizar tudo, computando o que há no estoque, o que saiu de remédios e o que entrou. Roberta da Silva Afonso acredita que até o final de agosto o programa deve estar em pleno funcionamento. A digitalização dos dados possibilitará uma maior organização da rotina da Farmácia, bem como auxiliará no controle, diz Roberta. A medida, garante, também será eficaz para evitar o vencimento de remédios, visto que o programa irá armazenar todas as informações do medicamento, inclusive a data de validade.

De acordo com a farmacêutica, a FMP faz distribuição direta à população apenas de psicotrópicos – insulina, calmantes, anticonvulsivantes e antidepressivos – e somente para quem possuir receituário de algum médico do Sistema Único de Saúde (SUS). O horário de funcionamento da Farmácia é das 7h30 às 12h e das 13h30 às 17h. A entrega de outros tipos de remédio é feita nas Unidades de Saúde, pelo próprio médico em serviço.

A distribuição de remédios para as Unidades se dá mediante solicitação. A Unidade manda uma ata para a FMP, especificando o seu estoque inicial, os medicamentos que saíram e o que está em falta. Em cima dessa relação é que a Farmácia faz o encaminhamento. São 52 Unidades de Saúde no município, e a FMP deve atender a todos. Em virtude desse grande número, o secretário de Saúde, Ramon Gorgot, visita as Unidades de Saúde, a fim de dialogar com os profissionais da rede sobre as dificuldades e melhorias.

A compra de remédios pela Farmácia é feita sempre no sistema de licitação, informa a farmacêutica. Assim que o pedido é feito, os laboratórios públicos se inscrevem para participar do processo. Roberta diz que a grande demora, muito comum quando envolve compra de remédios, advém da necessidade de fazer a solicitação através desse sistema. Ela garante que muitas vezes há verba para a compra, mas os pedidos ficam trancados na licitação.

Em vias de agilizar esses entraves, Roberta diz que existe a intenção de elaborar pedidos contendo poucos medicamentos. A idéia é separar por programas, ou seja, fazer uma licitação para cada conjunto de medicamentos, como, por exemplo, para o programa de asma e rinite ou para o programa de saúde da mulher. Esta é uma medida importante, de acordo com Roberta, pois quando um item de uma licitação é negado, todos os outros ficam trancados.

A farmacêutica informa, ainda, que nunca se sabe ao certo quando chegarão os medicamentos solicitados, e que, às vezes, a FMP recebe doações não previstas. No dia 31 de julho, por exemplo, a Farmácia Municipal recebeu uma remessa de antihipertensivos e remédios para diabetes, todos para o Programa Hiperdia. A doação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz.

Um outro projeto que está sendo viabilizado pela FMP é o controle da distribuição de psicotrópicos. A idéia é registrar a saída dos remédios, investigando o destino, para verificar a demanda da população de Pelotas e poder melhor abastecer a comunidade.

Percebe-se, ratifica Roberta, que o grande objetivo da FMP é executar melhorias no andamento do serviço. Para tanto, diz, os responsáveis pela Farmácia Municipal, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde, estão envolvidos nesses e em demais projetos. Qualquer informação adicional pode ser solicitada através do telefone 32271388.

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