Fetter destaca participação de colonos e motoristas no município
Nesta terça-feira(25), quando se comemora o Dia do Colono e do Motorista, a Prefeitura se associa a estas duas importantes categorias que têm peso expressivo na economia de Pelotas. A saudação é do prefeito Fetter Junior ao destacar que Pelotas, como pólo regional, seja na agroindústria ou no comércio, depende dos caminhoneiros para fazer a economia produzida em grande parte por descendentes de outros povos a circular.
Para Fetter, a vinda dos imigrantes para o município, oficialmente em janeiro de 1858 com a chegada dos primeiros alemães e posteriormente franceses e italianos, trouxe para a cidade uma nova realidade, cujas conseqüências são duradouras. “Além de diversificarem a economia, com a introdução do plantio do arroz e do trigo, por exemplo, os imigrantes agregaram novos hábitos culturais aos costumes dos pelotenses”, observa.
Mesmo representando 9% do PIB pelotense, a agroindústria e a agropecuária formam a base da economia da Zona Sul. Segundo Fetter, este paradoxo pode ser explicado pela especialização dos produtores, que investem em novas tecnologias e maquinários - o que resulta em aumento da produtividade -, e pelo baixo valor dos produtos agrícolas. “Antes, era necessário o trabalho de 20 colonos para alimentar um homem urbano. Hoje, este quadro se inverteu e um homem do campo sustenta 20 da cidade. Sinal de que a produção primária se especializou, mas continua com característica de produção voltada para o consumo interno”.
No último domingo (23), Fetter participou da carreata da 21ª Festa de São Cristóvão e dos Motoristas e se surpreendeu com o número de participantes, o que, segundo ele, reflete a importância desta categoria na economia local. Numa referência ao ser humano, o prefeito comentou que, “ se as estradas são as veias, os caminhoneiros são os glóbulos que transportam esta energia”.
Festa do Dia do Colono será comemorada na Colônia Corrientes
Comida e música tradicional fazem parte da comemoração do dia do colono, que será realizada amanhã (25), na Colônia Corrientes, na propriedade de Hugo Stark. As festividades terão início às 8h da manhã, com extensa programação.
Colono era o trabalhador rural estrangeiro que veio para o Brasil logo após o fim da escravidão, no fim do século XIX, início do século XX, para substituir os escravos nas lavouras, em especial as de café. Hoje, no Sul do país, onde a imigração foi mais forte, a palavra ainda é usada para os trabalhadores rurais que tiram da terra seu sustento e para os descendentes dos antigos colonos.