Gestão Compartilhada do PS reduz R$ 110 mil no custo

Por Divulgação 19-05-2006 | 00:00:00
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A parceria entre a Prefeitura de Pelotas, através da Secretaria Municipal de Saúde, e a Universidade Católica de Pelotas (UCPel) na gestão compartilhada do Pronto Socorro e contratualização dos serviços permitiu a redução de cerca de R$ 110 mil nos custos. O anúncio foi feito hoje (19/5) pelo reitor da UCPel, Alencar Proença, durante reunião com o prefeito de Pelotas, Fetter Junior (PP), o secretário de Saúde, Ramon Gorgot, o promotor de Defesa Comunitária, Paulo Charqueiro, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Francisco de Assis Neto.

De acordo com Proença, a parceria entre a Secretaria de Saúde e a UCPel – Hospital Universitário São Francisco de Paula e a implantação de novos protocolos e procedimentos – viabilizou já no primeiro mês de gestão a redução do custo do PS, estimado em R$ 450 mil para R$ 342 mil e, também, melhoria no atendimento à população. Para o reitor, com o aumento da área física – projeto apresentado pelo HSP no momento em que foi chamado a participar do PS - vai significar mais economia e qualidade no atendimento “que Pelotas precisa e merece”.

Para o prefeito, a notícia é uma amostra de que a união de esforços traz resultado. “Estamos no primeiro mês de um processo de ajuste que não é fácil”, disse lembrando que o Pronto Socorro recebe em média 240 pessoas por dia, significando 7,2 mil procedimentos médicos por mês. Segundo enfatizou, para melhorar a saúde no município é necessário otimizar a resolutividade dos postos para diminuir os atendimentos no Pronto Socorro. “Tenho a convicção de que com a ampliação da área física e a disponibilização de leitos pelos hospitais num prazo razoável poderemos proporcionar um atendimento qualificado à população”.

O titular da 1ª Promotoria de Defesa Comunitária, Paulo Charqueiro, destacou o êxito da parceria e disse que desde primeiro momento o Ministério Público apostou na parceria. “A UCPel dá uma demonstração de responsabilidade social, através da Reitoria e do Curso de Medicina. Lamentamos que outras instituições não estejam agregadas a este processo”.

Fetter Junior considera inaceitável o que o Ministério da Saúde está fazendo com Pelotas, na medida em que continua repassando irregularmente os recursos para a Universidade Federal de Pelotas – Hospital da Fundação de Apoio Universitário, quando não houve a contratualização. “Não queremos excluir a FAU, queremos que seja parceira. Como ela não faz parte da parceria, deve receber do Ministério tratamento de prestadora de serviço”, disse o Prefeito que não admite o fato da Prefeitura de Pelotas não ser tratada pelo Ministério da Saúde como gestora plena. O Prefeito afirmou que está se dirigindo à comissão bi-partite da Secretaria Estadual de Saúde, como último recurso administrativo, para que o estado reconheça que o Ministério da Saúde tenha de tomar uma atitude: ou repassa os recursos para o Fundo Municipal da Saúde e a Gestão é Plena, ou assume a Gestão.

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