Laudo atesta a ausência do mexilhão dourado

Por Divulgação 21-02-2006 | 00:00:00
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“O próprio laudo do Ministério Público confirma que não existe o mexilhão dourado no ponto de captação de água no Arroio Pelotas e canais de condução à Barragem do Santa Bárbara”. Esta foi a conclusão do professor da UCPel, Sérgio Piedras, em resposta à correspondência enviada pelo Sanep, na semana passada, que solicitou a sua posição sobre o laudo.

Piedras é professor e pesquisador da Escola de Biologia da UCPel, e realiza periodicamente o monitoramento do mexilhão dourado. Em sua resposta, ele afirma que o laudo é a própria defesa que pode ser utilizada para que seja feita a transposição. “O documento do Ministério Público inclusive induz o leitor a interpretações errôneas dos fatos, usando expressões como teriam e poderiam. O laudo deve ser conclusivo, taxativo, ele não pode induzir”, afirmou ele.

Também no documento de avaliação, Piedras registra o fato de que a Estação de Tratamento do Sinotti e os pontos de captação das empresas Josapar e Nelson Wendt não apresentaram a presença do molusco. Estas duas empresas já se manifestaram via ofício ao Compam, mostrando a não ocorrência do molusco exótico, frisa o diretor-presidente do Sanep, Gilberto Cunha.

Piedras relatou também que junto com o capitão Faccim da Patrulha Ambiental da Brigada Militar(Patram) e estagiário do Ministério Público, foi realizada um nova vistoria ao ponto de captação, no dia 15 de janeiro, e não foi encontrado o mexilhão dourado.

Posições do Sanep
A avaliação de Piedras, juntamente com o laudo do Ministério Público será encaminhada a Fepam, solicitando a autorização para a liberação da transposição “tendo em vista que o próprio laudo do MP atesta que não existe a presença do mexilhão”. Será solicitado que a avaliação da Fepam seja rápida, em virtude da situação da Barragem do Santa Bárbara, que está hoje (20) com 2,01 abaixo do nível do vertedouro.

“Também estaremos encaminhando carta ao Ministério Público”, diz Cunha, “com a posição do professor Piedras, e propondo que seja realizada uma vistoria em conjunto com técnicos indicados pelo Sanep e do MP, e acompanhamento dos titulares dos dois órgãos.Não se justifica que cada órgão faça laudo em separado”, justifica Cunha.

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