Marroni busca apoio para evitar aumento do preço do diesel
O prefeito se reunirá com o Ministério Público e empresas de transporte
O prefeito Fernando Marroni solicitou audiência com o Ministério Público e empresas de transporte para discutir a situação do abastecimento em Pelotas. A intenção é reduzir impostos e intensificar a fiscalização nos postos de combustíveis que já começaram a aumentar o preço do óleo diesel aos clientes, mesmo as distribuidoras ainda entregando pelos valores antigos.
Com a guerra entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo aumentou em todo o mundo e, entre as consequências, está a dificuldade de abastecimento dos veículos do transporte coletivo, e o aumento do custo dos alimentos, que são transportados por todo o país. No entanto, o prefeito enfatiza que a União isentou o diesel dos impostos federais para garantir o abastecimento. “O presidente Lula zerou o PIS e Cofins do diesel, e assinou uma medida provisória para a subvenção a produtores e importadores de diesel, as duas ações representam uma redução total de R$ 0,64 em cada litro, agora nós esperamos que o governador do estado do Rio Grande do Sul possa reduzir o ICMS, que tem um impacto de 18% no litro do combustível”, afirmou Marroni.
Mais do que cifras, a redução ou manutenção dos impostos e, consequentemente, a manutenção ou aumento do preço do combustível, representa qualidade de vida para a população. Com aumento do custo, os horários do transporte coletivo podem ser reduzidos, dificultando o deslocamento das pessoas, e o transporte de alimentos e outros produtos tem seu custo elevado, e esses custos costumam ser arcados pelo consumidor final. O prefeito enfatiza que é dever dos governos buscarem formas de minimizar esses impactos, como com a redução de impostos, temporariamente, e dos órgãos de fiscalização, que punam empresas que tentam usar a crise para aumentar seus lucros. “O momento é delicado, mas essas são medidas necessárias para que o povo não sofra com o aumento do preço do combustível que a guerra está impondo, e que possa proteger a população, principalmente no que diz respeito ao transporte coletivo e ao transporte de alimentos que abastece as nossas cidades, além de proteger a economia do estado do Rio Grande do Sul”, concluiu o prefeito.