Missão do Banco Mundial visita Pelotas
Prefeito Fetter Junior e os prefeitos das quatro cidades que participam, juntamente com Pelotas, do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado, mantêm reunião hoje(13) com o diretor-presidente do Banco Mundial (Bird), no Brasil,John Briscoe, para tratar do estágio dos projetos de financiamento. O encontro está marcado para as 18h30min, na Prefeitura, e será acompanhado pelo gerente dos projetos do Banco Mundial para o Brasil, Michael Carroll, coordenador do Escritório de Preparação do Projeto Bird, Jair Seidl, secretários municipais, consultores e técnicos do Bird.
Conforme Seidl, a missão do Banco Mundial tem por prioridade a tomada de conhecimento sobre o andamento dos projetos que beneficiarão com 60 milhões de dólares os municípios de Pelotas, Uruguaiana, Santa Maria, Bagé e Rio Grande. O programa, que conta ainda com contrapartida dos municípios no valor de 40 milhões de dólares, irá financiar instrumentos e mecanismos para melhorar a gestão pública, além de melhorias na infra-estrutura urbana e rural.
Os projetos envolvem a qualificação urbanística, com investimentos em áreas que possam ser propulsoras do comércio, indústria e turismo, entre outros setores, gerando reflexos econômicos em outras localidades.Como são cidades pólos, o programa prevê que os cinco municípios na medida em que se desenvolverem irão impulsionar os municípios menores que estão à sua volta.
Nos incentivos para a infra-estrutura rural, além de investimentos para a construção e conservação de estradas, está previsto o estímulo à produção de atividades agrícolas não tradicionais na região. Também nesta área, recursos para a industrialização e beneficiamento dos produtos da zona rural.
Para a geração de emprego e renda o programa canalizará recursos para melhorar a renda da população tanto da área urbana como rural. A proposta é buscar a recuperação da micro-economia local dos municípios, incentivando a organização e encaminhamento dos chamados investidores informais para a economia formal. Este processo facilitará a obtenção de financiamentos para os pequenos empresários, tanto de capital de giro como para a compra de equipamentos.
O quarto compromisso do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado é com ações de melhoria ambiental, com destinação de verbas para recuperação de áreas degradadas, como as margens da Lagoa dos Patos, Canal São Gonçalo, arroios e riachos que cruzam os municípios, por exemplo. Os projetos se destinam, também, para instalação de lixões, reciclagem e obras de saneamento, como água e esgotos.
De acordo com estimativa do coordenador do Escritório de Preparação do Projeto, até setembro deverá estar concluída a primeira versão do projeto.
Agenda
A missão do Banco Mundial chega às 12h no aeroporto de Pelotas. De lá, seguem para o município de Morro Redondo onde visitam uma indústria de beneficiamento de feijão. Ás 15h visitam os pavilhões da 14ª Fenadoce e, às 19h, participam de reunião no Gabinete do prefeito Fetter Junior.
O QUE É ?
O Banco Mundial é uma das principais fontes de assistência para o desenvolvimento no mundo. Sua meta principal é ajudar as pessoas e países mais pobres. Concebido em 1944, em Bretton Woods, Estado de Novo Hampshire (EUA), o Banco Mundial inicialmente ajudou a reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial. O trabalho de reconstrução permanece como um enfoque importante do Banco Mundial devido aos desastres naturais, emergências humanitárias e necessidades de reabilitação pós-conflitos, mas atualmente a principal meta do trabalho do Banco Mundial é a redução da pobreza no mundo em desenvolvimento.
O Bird proporciona empréstimos e assistência para o desenvolvimento a países de rendas médias com bons antecedentes de crédito. O poder de voto de cada país-membro está vinculado às suas subscrições de capital, que por sua vez estão baseadas no poder econômico relativo de cada país. O Bird levanta grande parte dos seus fundos através da venda de títulos nos mercados internacionais de capital.
OBJETIVOS
O Banco Mundial é a maior fonte mundial de assistência para o desenvolvimento, proporcionando cerca de 30 bilhões de dólares anuais em empréstimos para os seus países clientes. O Banco usa os seus recursos financeiros, o seu pessoal altamente treinado e a sua ampla base de conhecimentos para ajudar cada país em desenvolvimento numa trilha de crescimento estável, sustentável e eqüitativo. O objetivo principal é ajudar as pessoas mais pobres e os países mais pobres. Para todos os seus clientes, o Banco ressalta a necessidade de: investir nas pessoas, especialmente por meio da saúde e da educação básicas; proteger o meio ambiente; apoiar e estimular o desenvolvimento dos negócios das empresas privadas; aumentar a capacidade dos governos para prestar serviços de qualidade com eficiência e transparência; promover reformas para criar um ambiente macroeconômico estável passível de investimentos e de planejamento de longo prazo; dedicar-se ao desenvolvimento social, inclusão, boa governança e fortalecimento institucional como elementos essenciais para a redução da pobreza.
O Banco também ajuda os países a atrair e reter investimento privado. Com o apoio do Banco - tanto empréstimos quanto assessoramento - os governos estão reformando as suas economias, fortalecendo sistemas bancários, e investindo em recursos humanos, infra-estrutura e proteção do meio ambiente, o que realça a atração e produtividade dos investimentos privados.
JOHNBRISCOE
Antes de assumir a diretoria do Banco Mundial para o Brasil, em outubro de 2005, John Briscoe ocupou diversos cargos na instituição, especialmente nas áreas de recursos hídricos e economia de recursos naturais. Foi conselheiro sênior para a região do Sul da Ásia, tendo trabalhado diretamente com a Índia até sua nomeação para a diretoria do Brasil. Briscoe foi Chefe da Divisão de Recursos Hídricos do Banco Mundial. Foi o autor da Estratégia do Banco Mundial para o Setor de Recursos Hídricos e o principal porta-voz da instituição para o setor. No início de sua carreira no Banco Mundial, entre 1988-1990, trabalhou no Departamento do Brasil, no setor de desenvolvimento humano. Antes de ingressar no Banco Mundial, trabalhou como engenheiro hídrico e ocupou cargos gerenciais na África do Sul, Bangladesh e Moçambique, e foi professor da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. John Briscoe foi membro do Conselho de Ciência e Tecnologia da Água, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e tem mais de 70 trabalhos em diversas publicações científicas. Briscoe é natural da África do Sul e fala cinco idiomas, dentre eles inglês, português e espanhol. Tem Ph.D. em engenharia e economia pela Universidade de Harvard.