Novo diretor normaliza atendimento do PS Municipal

Por Divulgação 10-11-2006 | 00:00:00
Tags:

Depois de um pedido de demissão, uma troca de diretor, um corpo médico exigindo maiores salários e ameaçando abandonar o trabalho, e uma intensa negociação entre gestores e funcionários, tudo parece se ajeitar no Pronto-Socorro Municipal (PS). O antigo diretor, Renato Silva, demitiu-se do cargo no dia 10 de outubro destacando as inúmeras dificuldades em dirigir a instituição. No dia 19, a comissão Gestora – formada pela prefeitura pela UCPel e UFPel – já havia indicado outro nome. Luciano Teixeira, médico intensivista desde 1999 e médico do PS desde março deste ano, assumiu a direção e conseguiu, num curto período, contornar os problemas com o corpo médico e oferecer atendimento normalizado à população.

Teixeira, há menos de um mês no cargo, ressalta que a primeira missão de sua proposta de trabalho já foi alcançada. Trata-se da reconstrução da escala, garantindo o número mínimo de profissionais adequado para atender a demanda do PS. Foram contratados mais cinco profissionais, que já estão atendendo desde o dia 6 de novembro. Assim, a equipe está composta por 16 médicos clínicos, o que proporciona maior tranqüilidade no cotidiano da instituição. Além disso, informa o diretor, a equipe do PS conta com oito cirurgiões, 13 pediatras e mais diversos médicos que realizam plantões de neurologia, traumatologia e cirurgias em geral. “São diversos serviços de apoio, disponíveis 24h por dia, sete dias da semana”, esclarece Teixeira.

Vencida a primeira etapa de seu planejamento, o diretor prepara seus esforços para sua segunda meta: colocar as duas escolas de medicina da cidade (UFPel e UCPel) no dia a dia do PS. A UCPel já faz parte do cotidiano do PS e a vontade de Teixeira é que a estrutura acadêmica da UFPel, com médicos, residentes e doutorandos, junte-se ao trabalho, favorecendo, assim, o atendimento à população bem como o aprendizado dos estudantes.

E para que a UFPel também faça parte, relata Teixeira, é preciso que se amplie a estrutura do PS, além da compra de materiais. Nesse aspecto, o diretor elogia a Comissão Gestora que, segundo ele, tem se mostrado sensibilizada com essas questões. A previsão de Teixeira em relação a construção do prédio anexo, que terá uma área aproximada de 530 metros quadrados, é de que a obra leve seis meses para ficar pronta. Ele salienta que o novo prédio qualificará as condições de atendimento, visto que a demanda do PS é muito grande. Em média, 250 pacientes são atendidos por dia. Destes, 60% são casos clínicos, 20% pediatria e 20% casos cirúrgicos. Além disso, Teixeira coloca que desses 250 atendimentos, 60% representam casos que não são de urgência e emergência, o que acaba por dificultar e atrasar o serviço.

O diretor sugere que este é um problema da saúde pública em geral, e não é uma dificuldade enfrentada somente em Pelotas. Para ele, falta esclarecimento da população, que muitas vezes procura ajuda no PS sem haver necessidade, visto que o município possui Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para realizar atendimentos mais simples, como dores leves e acidentes pequenos. “O PS tem como objetivo principal atender casos de urgência e emergência e esta é nossa prioridade”, reforça. Mas Teixeira alega que todo paciente que se dirige ao PS é atendido, medicado ou encaminhado, mesmo os que não se encaixam com a proposta principal.

Teixeira sugere que a grande quantidade de casos mais simples é que acaba por sobrecarregar o PS, mas, apesar disso, o tempo de espera para urgência e emergência é zero. “A espera, de que muita gente fala, só acontece para casos de ambulatório e se deve ao excesso de pacientes que procuram atendimento”, pondera. Ele sugere que estes podem procurar outras formas de atendimento público, como as UBSs. Por fim, o diretor diz que toda a equipe do PS trabalha para que a comunidade receba atendimento de qualidade, enfrentando as dificuldades e criando novos projetos para estabilizar o serviço.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)