Pelotas entre as cem melhores cidades para se trabalhar no Brasil
A Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro revelou através de uma pesquisa, as cem melhores cidades para se investir na carreira no país. Na região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Pelotas ocupa a décima-oitava posição. Em 2006 foram analisadas 126 cidades, de acordo com três indicadores: saúde, educação e vigor econômico.
O setor de educação conquistou a 17ª melhor pontuação em nível nacional. Conforme o secretário de Desenvolvimento de Pelotas, Carlos Mário Santos, o setor tende a se desenvolver ainda mais com o início da operação do pólo tecnológico. “Haverá estímulo à qualificação profissional e a busca de mais conhecimento”, destaca. Santos alegra-se com o resultado, dizendo que a noticia já é muito boa para a região, estando entre os municípios mais desenvolvidos em áreas tão importantes.
A pesquisa levou em conta as matrículas em cursos de graduação, mestrado e doutorado. O quesito tem o maior peso na avaliação geral. Pelotas possui uma universidade federal e três privadas, além de diversos cursos formadores de tecnólogos, que contribuíram para a boa pontuação (97,6).
A quantidade de leitos e de profissionais da saúde foram os itens que garantiram a 19ª colocação do setor no ranking nacional. Além da estrutura que já dispõe, o município deve contar em breve com mais duas importantes unidades hospitalares de responsabilidade da UFPel, além da futura ampliação do Pronto Socorro Municipal. De acordo com Santos, o município já possui o número de leitos hospitalares exigidos pela Organização Mundial da Saúde e seguramente terá o atendimento qualificado dentro de muito pouco tempo.
Com um PIB per capita de R$ 5,5 mil e a crise do setor industrial conserveiro, não foi surpresa o fato do quesito vigor econômico ter ficado com a menor nota. Mesmo assim Santos não fica pessimista com o resultado. Muitas ações estão em andamento e devem promover a retomada do crescimento da economia e a geração de emprego e renda, destaca. A FGV-RJ utilizou dados fornecidos pelo IBGE e Tesouro Nacional, do PIB e ISS, com base nos anos de 2003 e 2004 para dar a pontuação.
Com nove projetos iniciais, entre eles o Programa de Reconversão Industrial da Vega, o desenvolvimento da matriz florestal, Desenvolver Pelotas e Mais empregos, Menos impostos, a expectativa é da geração de 3 mil empregos diretos. O secretário de Desenvolvimento destaca ainda as boas perspectivas para o crescimento do setor metal-mecânico com a duplicação da usina de Candiota e a revigoração do Pólo Naval em Rio Grande. “Durante muito tempo nossa economia ficou estagnada. O crescimento ainda é lento, mas já foi retomado. Com as ações que estão sendo promovidas pela administração municipal em parceria com o empresariado, esperamos uma aceleração no processo”, comemora Carlos Mário Santos.
Todas as cidades da lista da FGV-RJ fazem parte do grupo dos 5% maiores municípios do país e têm pelo menos 170 mil habitantes e R$ 210 milhões em depósitos à vista.