Pelotas firma acordo de geminação com Colônia do Sacramento
No último sábado (29/10), depois de conhecer o RodoShopping, em Montevideo, o Prefeito de Pelotas, Bernardo de Souza, o secretário de Governo, Gustavo Gazalle, e o coordenador para Relações Institucionais Nacionais e Internacionais, Augusto Simões Lopes Neto, seguiram para Colônia do Sacramento, onde foi firmado acordo de geminação entre Pelotas e aquela cidade.
O protocolo de geminação foi assinado durante ato formal realizado na Câmara Municipal, com a presença secretário Geral, Alfredo Martinez, que representou o intendente de Colônia do Sacramento, Walter Zimmer Gonzalez, com quem o Prefeito e os Secretários jantaram na sexta-feira em Montevideo. Para o Prefeito de Pelotas o programa de geminação demonstra claramente o quanto pode ser produtiva a relação entre cidades especialmente como instrumento fortalecedor do Poder Local. O titular da CRNI destaca o grande propósito do programa de cidades irmãs: “Abrir fronteiras para Pelotas em cidades que, por razões históricas, culturais, econômicas, desportivas, e turísticas, sinalizem com perspectivas de intercâmbio, parcerias e troca de experiências” explicou.
Segundo Simões Lopes Neto, após a segunda guerra mundial os países desenvolvidos , especialmente os Europeus, começaram a fazer este tipo de acordo, com o objetivo de buscar solução para problemas similares. “O processo de globalização tem estimulado este tipo de acordo porque os Governos Municipais passam a ser indutores para a sociedade civil. O titular da CRNI destaca dois aspectos importantes do acordo entre Pelotas e Colônia do Sacramento. Primeiro porque de lá vieram as famílias açorianas que se instalaram no Rio Grande do Sul, inicialmente em Rio Grande e Pelotas. São exemplos de grandes personalidades que influiram na história de Pelotas Hipólito José da Costa, Padre Felício e o Padre Doutor.
Outro aspecto importante é o fato de Colônia ter sido declarada Patrimônio da Humanidade há 10 anos. Pelotas tem um dos patrimônios históricos mais significativos do Brasil. Além disso, as atividades econômicas de Colônia e Pelotas coincidem na agropecuária, especialmente na produção leiteira e indústrias de produtos lácteos. Quanto ao turismo, o potencial para trocas é imenso, pois estamos a 770 quilômetros de Colônia por estrada. “Poderemos estabelecer uma proposta de pacotes turísticos muito atrativos para uruguaios, pelotenses e brasileiros”, projeta Simões Lopes Neto. Para o titular da CRNI, o programa de cidades irmãs trata de abrir novos caminhos para o empreendedorismo local.