Pelotas poderá ter um atlas ambiental em breve
Em vias de ser concluído pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU), o terceiro Plano Diretor de Pelotas já começa apontar os primeiros reflexos oriundos de debates, discussões e pesquisas, que incidirão em outros segmentos diretamente relacionados com o uso e a ocupação do território pelotense. É o caso da mais nova proposta que dá conta da criação de um atlas ambiental para a cidade.
Como resultado do trabalho minucioso e detalhado dos profissionais de diferentes setores envolvidos na elaboração do Plano Diretor, está a concentração de dados complementares e a expansão dos rumos acerca das dimensões do conteúdo estudado pelo grupo ambiental. Com isso começa a surgir a possibilidade de Pelotas ganhar também um plano com diretrizes específicas voltadas à área da preservação ambiental, o que exigiria um trabalho anterior de formulação de um atlas ambiental.
A proposta ganhou fôlego com a recente visita do professor do Instituto de Geociências da Ufrgs e coordenador da elaboração do atlas ambiental de Porto Alegre, Rualdo Menegat. Menegat esteve na cidade a convite das secretarias Municipais de Urbanismo e Qualidade Ambiental (SQA) para palestrar junto à equipe ambiental que trabalha no Plano, a fim de esclarecer dúvidas quanto à formatação de um projeto desta natureza e relatar detalhes do trabalho realizado na capital.
Com o tema "Qual é a sua Pelotas?” uma pergunta a partir do atlas ambiental de Porto Alegre, a conferência ministrada pelo professor introduziu o problema urbano contemporâneo e a importância de uma nova forma de representação das cidades para que todos possam dispor de um instrumento comum de interlocução e discussão sobre a totalidade urbana: sistema natural, sistema construído e gestão urbana e ambiental. A pergunta foi respondida utilizando como exemplo a cidade de Porto Alegre, a única no estado com este mapeamento, mas que poderá ser, no futuro, também instalado em Pelotas.
Com o objetivo de também contar com este material e possivelmente ser a segunda cidade do estado e uma das poucas no Brasil a dispor de um atlas ambiental, tratativas e parcerias têm sido firmadas com o grupo ambiental que trabalha no processo do Plano Diretor visando viabilizar o projeto. No próximo dia 28 Rualdo Menegat retorna a cidade para uma reunião de trabalho da qual deverá sair definido o projeto para a criação do atlas. O projeto tem que ser encaminhado até o fim do mês ao Ministério do Meio Ambiente, para que então possa ser pleiteado recurso junto ao Fundo Nacional do Meio Ambiente.
Segundo o secretário de Qualidade Ambiental, Leonardo Cardoso, através dos trabalhos dirigidos ao Plano Diretor abriu-se um grande leque de discussões e de prioridades para o setor. Buscando aproveitar todo o material confeccionado e compilado neste processo, surgiu a idéia de utilizá-lo na construção do atlas. “Pretendemos contar com este documento que conterá toda a situação ambiental atual do município e tudo que a gerou. Sem dúvida será uma grande ferramenta principalmente para trabalharmos a educação ambiental”, finalizou.
O que é?
O atlas ambiental é um instrumento baseado num conjunto de dados, índices e gráficos que servirá para o reconhecimento da história geológica e formação da cidade. Deverá ainda responder questionamentos como aqueles referentes ao terreno em que está situada a cidade e a importância da existência de uma área de preservação ambiental. Tudo sob a ótica de uma análise mais aprofundada.