Pelotas Pólo Sul é apresentado à comunidade
Os 31 milhões de dólares do convênio com o Banco Mundial (Bird) irão transformar Pelotas num canteiro de obras nos próximos dois anos. Esta é a expectativa da administração municipal, com a aprovação do projeto apresentado pela Prefeitura, numa parceria com outros quatro municípios do Estado. O detalhamento do projeto no qual está incluído o Plano Municipal de Desenvolvimento Integrado (PMDI), foi apresentado nesta sexta-feira pelo prefeito Fetter Junior, no salão nobre da Prefeitura para a comunidade e imprensa. A solenidade contou com a presença da deputada Leila Fetter, que assume o mandato no final do mês.
Fetter explicou que o projeto Pelotas Pólo Sul é diferente do que foi apresentado anteriormente ao Bird. Agora, depois de um período de reformulação, que durou quase dois anos, estão previstos investimentos em três eixos principais: desenvolvimento institucional, geração de trabalho e renda e qualificação territorial. O Banco Mundial deverá disponibilizar 60% do valor total do projeto e os outros 40% serão oriundos de obras de contrapartida do município. “Esse projeto é inovador. É a primeira vez no Brasil que cinco municípios governados por partidos diferentes se unem para captar uma verba de grande monta”, afirmou o prefeito.
Os técnicos do Bird vêm a Pelotas neste final de semana. Domingo haverá reunião a partir das 13h30min, no gabinete do prefeito, e segunda-feira, as reniões continuam às 9h. De posse do projeto final, o grupo irá emitir um parecer e encaminhar à diretoria do Banco em Washington.
Conforme Fetter, a expectativa é que até maio de 2007 todo este processo tenha sido concluído, para que o município possa então, iniciar o período de licitações das obras. “Há tempo de plantar e tempo de colher. Estamos plantando há mais de dois anos e agora estamos muito perto de colher os bons frutos”, disse.
O Plano Municipal de Desenvolvimento Integrado
As transformações em Pelotas deverão atingir a qualificação da gestão pública, reestruturação de micro-negócios, alternativas de produção, trabalho e renda e inovação tecnológica. A meta do governo é financiar 20 mil projetos de micro-negócios ao longo de cinco anos, ampliar o camelódromo e implantar um centro de beneficiamento e comercialização na zona rural. Também está previsto neste eixo a implantação do Parque Tecnológico Engenho Pedro Osório, para atrair empresas de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, estimular a inovação e a interação empresas-universidades. Centros de inclusão digital serão estabelecidos em quatro pontos da cidade e um na zona rural. A construção de um anel de fibra ótica, fruto de uma parceria entre a prefeitura e a Universidade Federal de Pelotas vai possibilitar uma rede de comunicação eficiente e rápida.
Para efetivar a qualificação territorial e ambiental estão no projeto a revitalização do calçadão, do Parque Dom Antônio Záttera, avenida Bento Gonçalves, Salgado Filho, Fernando Osório, São Francisco de Paula e Orla da Lagoa dos Patos. Só para o calçadão estão previstos 1,3 milhões de dólares. Cerca de 23 km de vias serão pavimentadas, facilitando a redistribuição do trânsito na região central e bairros. A verba do Banco Mundial também irá possibilitar o aumento na capacidade de tratamento de água, setor que não recebe investimentos há mais de 20 anos.
Com as obras previstas, o tratamento de esgotos deverá chegar a 80% do município.
Sanep assina contrato com a Caixa
Ao final da cerimônia de apresentação do projeto do Banco Mundial, o prefeito Fetter Júnior e o Diretor-presidente do Sanep, Helio Costa Silva, assinaram com a Caixa Federal o contrato de liberação de R$ 1 milhão, destinados à construção da nova adutora do Arroio Pelotas até a Estação de Tratamento da barragem do Sinott. Os recursos serão repassados pelo governo federal por intermédio do Ministério da Integração Nacional.
A verba de R$ 1 milhão para obras contra estiagem, com contrapartida de R$ 250 mil do Município, vai possibilitar a captação de água do Arroio Pelotas para tratamento na Estação do Sinotti. Serão construídos 3,2 quilômetros de rede com meio metro de diâmetro, informa Costa Silva, o que irá aumentar a capacidade em 20% na captação e tratamento de água. A Estação do Sinotti já possui duas adutoras, e passará a contar com três, aumentando a eficiência do sistema.