Prática de esportes adaptados depende de patrocínio

Por Divulgação 25-08-2006 | 00:00:00
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A programação da 7ª Semana Municipal das Pessoas com Deficiência de Pelotas oferece neste sábado um painel sobre a prática dos esportes adaptados. A partir das 14h, o Ginásio Central vai ser o cenário de apresentações de capoeira, tae kondo e levantamento de peso, e palco para as discussões sobre a falta de incentivo e apoio para a prática de esportes por deficientes. Estima-se que pelo menos 5 mil deficientes teriam condições físicas de praticar esportes em Pelotas.

Segundo Fernando Miranda Borges, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência e Superdotadas, praticar esportes mesmo tendo uma deficiência, não é tão difícil quanto parece. “Apesar da falta de apoio e dinheiro, muitas pessoas se destacam no esporte. Mas é preciso que se motivem pra isso”, disse. Borges, que teve paralisia infantil, deixou de caminhar com menos de dois anos de idade.

Pratica natação e treina, apesar das condições adversas. Já ganhou uma medalha de bronze na etapa de Porto Alegre da terceira edição dos jogos paraolímpicos, mas acha que pode ir mais longe se tiver verba para treinar. “Esta foi a primeira competição que participei e já obtive um bom resultado. Já pensou se eu tivesse patrocínio para treinar de verdade?”, questiona.

O técnico judiciário Paulo Framil é um dos entusiastas do tema e trabalha para constituir o primeiro time de basquete para cadeirantes da cidade. Um dos entraves é o custo das cadeiras específicas para a prática de esportes, que fica em torno de R$ 2 mil por unidade. “Para podermos formar um time de treino precisamos de pelo menos 10 cadeiras. Já temos um grupo interessado em praticar, mas esta barreira ainda nos impede”, lamenta. Mesmo assim, segundo Framil, muitos esportes que não dependem de equipamentos podem ser uma boa opção para os deficientes, como a capoeira e o próprio taekondo, por exemplo. Ele afirma que é necessária uma mobilização dos deficientes na busca da concretização dos projetos voltados para o esporte, além é claro do apoio da imprensa e da iniciativa privada para a obtenção dos recursos financeiros.

O principal painelista da tarde será o presidente da Federação Gaúcha de Remo, que vai demonstrar a prática do remo adaptado. A programação está marcada para as 14h, na rua Três de Maio esquina Marechal Deodoro. As apresentações serão feitas por alunos da Apae, Escola Louis Braille e Academia Fênix.

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