Prefeito divulga avanços da saúde em 2006

Por Divulgação 02-01-2007 | 00:00:00
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Um ano excepcional para a saúde pública do município. Esta foi a descrição utilizada pelo prefeito Fetter Júnior para ilustrar 2006. “Nossas ações ainda não refletiram na ponta do sistema – nos atendimentos à população –, mas não podemos deixar de enxergar o caminho percorrido.

Em 2006 foi travada a luta pelo saneamento da saúde de Pelotas”, ressalta o prefeito. Em 2007, ele afirma, é que se poderá colher os furtos do trabalho implementado.

Em coletiva para a imprensa, na tarde de hoje(02), o prefeito Fetter Júnior, o secretário de Saúde, Francisco Isaías, e o secretário-adjunto de Saúde, Armando Manduca, pontuaram os diversos avanços alcançados no campo da saúde com o trabalho feito em 2006 e as metas para o ano que se inicia. Fetter citou a gestão tripartite do Pronto-Socorro Municipal entre prefeitura, UCPel e UFPel; a estadualização do hemocentro; o pagamento das dívidas de órteses e próteses; a implantação de serviço de ambulância 24hrs e a organização interna da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) como alguns exemplos do trabalho desenvolvido.

Em virtude de todas essas melhorias no setor, o esforço de Pelotas foi reconhecido no Ministério da Saúde, que irá ressarcir a cidade no valor de R$ 2 milhões, em acerto de contas atrasadas. Através de uma minuciosa auditoria realizada pelo secretário-adjunto de saúde, foi possível detectar um equivoco no repasse da verba federal. O prefeito foi até Brasília pra apresentar o relatório comprovando o erro e, através de uma negociação de aproximadamente quatro meses, a União se viu obrigada a ressarcir o Município.

O destino da verba de R$2 milhões já está decidido e será aplicado ao longo de 2007. A metade será utilizada para pagamentos de três dívidas antigas - com a Universidade Católica de Pelotas, com médicos e prestadores de serviços e com procedimentos de órteses e próteses -, e R$ 1 milhão será destinado, sobretudo, à qualificação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Serão feitas ações para qualificar a estrutura física das UBS - como reformas, ampliações, pintura, rede elétrica, etc -, haverá compra de equipamentos e investimento na qualidade dos recursos humanos das unidades. Com parte da verba, a prefeitura pretende também elaborar mutirões nas áreas de demanda reprimida, com prioridade para exames de tomografia computadorizada e cirurgias de cataratas.

O objetivo da Prefeitura, destaca Fetter, é refletir em melhorias significantes no atendimento médico oferecido à comunidade. E nesse âmbito, o foco principal é “desafogar” o PS. A prefeitura desenvolveu a Central de Leitos para regularizar todos os leitos hospitalares da cidade e aliviar a demanda de pacientes no PS. Além disso, está realizando a ampliação do estabelecimento de saúde, construindo um prédio anexo cuja estrutura física deverá ficar pronta em março. E para regularizar ainda mais o fluxo de pacientes no PS, garante Fetter, é preciso melhorar a atenção básica, ou seja, voltar-se para a qualificação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), pois se a comunidade tiver atendimento de qualidade perto de sua casa, não precisará se deslocar até o PS. “É aí que entra a importância do valor que iremos receber da União”, declara o prefeito.

Além da verba de R$ 2 milhões, o Ministério da Saúde deverá pagar ao município, em janeiro de 2007, uma quantia equivalente a R$ 1 milhão que será empregada no pagamento da dívida com a nefrologia. O secretário Isaías informa, ainda, que ao longo do ano de 2007 a SMS promoverá a ampliação do teto financeiro da assistência em cardiologia de alta complexidade para a Beneficência Portuguesa e Santa Casa, a ampliação do teto financeiro da nefrologia nesses dois hospitais e também no São Francisco de Paula, a ampliação do teto de oncologia na FAU e Santa Casa, a centralização dos serviços do Programa de Internação Domiciliar (PID) na FAU e a ampliação do teto ambulatório do hospital Espírita.

Números

* São gastos, aproximadamente, R$73 milhões com saúde pública no município. 25% dessa quantia é oriunda de verba municipal.

* 19% do que Pelotas arrecada em impostos vai para a saúde pública.

* A prefeitura aplica cerca de R$ 1,5 milhão por mês na saúde.

* O SUS repassa mais de R$ 5 milhões por mês para Pelotas aplicar na saúde (R$ 4,3 milhões são da municipalização plena).

* O gasto mensal com o PS é de aproximadamente R$ 500 mil. Com a gestão dividida em três partes (prefeitura, UCPel e UFPel), cada gestor encarrega-se do gasto de R$ 150 mil.

* Com a gestão tripartite do PS, a prefeitura passou a economizar R$300 mil.

* São gastos R$ 100 mil por mês em atendimentos realizados nas Unidades Básicas de Saúde.

* Existem 51 Unidades Básicas de Saúde em Pelotas. Destas, 45 são administradas pelo município. As outras seis são administradas pelas universidades, mas recebem respaldo da prefeitura.

* Com a estadualização do Hemocentro, a cidade passou a economizar R$63 mil por mês.

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