Prefeitura avalia ações de controle do desastre ambiental
O prefeito em exercício, vereador Otávio Soares, antes de passar o cargo ao prefeito Fetter Júnior, se reuniu nesta segunda-feira com o diretor-presidente do Sanep, Hélio da Costa Silva e com o secretário adjunto de qualidade ambiental, Roberto Sena de Souza para avaliar a atuação dos órgãos municipais no socorro a mortandade de peixes do Arroio Moreira. Diversas secretarias municipais se envolveram na ação conjunta, desenvolvida também em parceria com a Fepam, Companhia Ambiental, Exército e Prefeitura de Capão do Leão.
Soares destacou que a Prefeitura correspondeu à expectativa, a partir do momento em que se defrontou com um fato tão inesperado como o ocorrido na última semana. “Unimos esforços e demonstramos que as secretarias são capazes de dar o suporte necessário para o bem da comunidade”, disse, destacando que se manteve alerta durante todo o final de semana, para viabilizar os recursos necessários. De acordo com o prefeito em exercício, não foram medidos esforços para que fosse feita a remoção dos peixes mortos, buscando amenizar o incidente, evitando nova situação de risco ambiental. Conforme o diretor-presidente do Sanep, Hélio da Costa Silva, o apoio de empresários e da comunidade também foi essencial para a realização da limpeza do Arroio. Ele também tranqüiliza a comunidade a respeito do abastecimento de água. “Não tivemos nenhuma alteração na qualidade da água fornecida na cidade, já que a coleta é feita pelo menos 15 quilômetros acima do ponto onde ocorreu a mortandade de peixes”, completou.
Para o secretário-adjunto de qualidade ambiental, Roberto Sena de Souza, a ação de limpeza e remoção de resíduos animais do local do incidente foi importante para preservar a vida de muitas outras espécies. “A colaboração e a união de esforços entre as secretarias municipais de Pelotas e Capão do Leão, o exército, que destacou cerca de 60 homens para atuar na limpeza, e os órgãos ambientais, foi importante pela agilidade e pronto atendimento das demandas”, disse.
O acidente ambiental foi detectado no início da semana passada, momento em que os órgãos ambientais passaram a se mobilizar na busca de soluções para o problema. A remoção completa dos peixes mortos foi realizada durante o último final de semana. Cerca de 40 toneladas de peixes de diversas espécies foram retiradas das margens do Arroio, fato nunca antes registrado na cidade. A SQA e o Sanep instalaram no local um equipamento para promover a oxigenação da água, de forma a prevenir nova mortandade.
Amostras da água e de peixes retirados do Arroio foram enviadas para o laboratório da Fepam em Porto Alegre, e estão sendo analisados para que se possa descobrir a causa do acidente.
Nesta terça-feira a SQA, Sanep, Companhia Ambiental e Fepam se reúnem às 14h, na sede da Secretaria de Qualidade Ambiental, para traçar a estratégia para os próximos dez dias. Segundo Roberto de Souza, cinco postos de monitoramento ficarão instalados ao longo do curso do arroio, onde serão feitas coletas de amostras da água ao menos duas vezes por dia, para análise. Os órgãos trabalham com a hipótese de que o excesso de sal na água do arroio tenha causado o acidente.
Porém, a SQA alerta que caso sejam detectados índices de poluição na água, uma força tarefa será estabelecida para promover a fiscalização em todas as indústrias situadas às margens do arroio. Souza afirmou ainda que a prefeitura já começa a se mobilizar, no sentido de construir um Plano de Auxílio Mútuo- PAM, capaz de atender a emergências ambientais como esta e que está buscando base no modelo já implantado em Rio Grande.