A Secretaria de Educação reafirma a parceria entre as escolas municipais e as iniciativas propostas

Programa Andorinha retoma suas atividades em 2026

A Secretaria de Educação reafirma a parceria entre as escolas municipais e as iniciativas propostas

Por Isabella Barcellos 08-06-2026 | 19:18:32
Tags: Andorinha , Programa , Projetos

A Secretaria de Educação (SME) participou, na última semana, de uma reunião do Programa Andorinha, ação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) com a educação básica no município, por meio de projetos. Suas propostas são integrar escolas e a Universidade de maneira horizontal, produzir conhecimento de maneira circular, e divulgar a UFPel para as comunidades locais, especialmente nas periferias de Pelotas e região. 

Segundo a secretária de Educação, Vitória Feldens, é importante acompanhar de perto a aplicação dos projetos na Rede Municipal de Ensino. “A escola e a Universidade Federal funcionam de maneiras diferentes. O funcionamento semestral de uma universidade não compete ao formato anual das escolas municipais. Precisamos mediar essas diferenças”, pontuou ela. Durante este ano, diferentemente das experiências anteriores, as escolas contempladas participarão ativamente do processo de seleção e execução dos projetos, valorizando a circulação de saberes entre os setores. 

Imagens - Divulgação

Aprendizado Circular

Segundo o professor e coordenador do Programa na Vice-reitoria, Daniel Momoli, o Programa Andorinha é um “guarda-chuva” que cobre os mais diversos projetos integradores, e contempla ações de extensão, pesquisa e ensino, e tem crescido mais a cada ano. “O Programa veio crescendo ano após ano, e neste ano ele está dando um salto: nós tínhamos 65 ações cadastradas e passamos para 95. Um aumento de quase 50%, o que nos assustou, e isso mostra a importância que o Programa tem para os projetos desenvolvidos pela Universidade e também para a própria Rede”, avaliou. 

Um dos projetos que faz parte do Programa Andorinha é o Arte na Escola, que marca presença na UFPel desde 1995, capacitando professores e arte-educadores por meio de formações continuadas. “Ele é um projeto de formação continuada, então, primeiro visava auxiliar, ser uma rede de apoio para professores e arte-educadores”, explica a bolsista do Programa, Duda Castilhos, que participa desde 2022. “Não é só ensinar arte, ensinar desenho. É música, é teatro, é dança", detalha. Duda afirma estar animada com as novas perspectivas do Programa, especialmente a partir do viés comunitário que também é contemplado no Arte na Escola. "A escola é a nossa ponte, porque a gente quer, realmente, contatar a comunidade. É sobre consciência, sobre se sentir visto, porque muitas vezes, para comunidades mais periféricas, é um sentimento de abandono", avalia.

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