Proteção Básica participa de encontro de alinhamento
Encontro reuniu 40 assistentes sociais e psicólogas
A coordenação da Proteção Básica da Secretaria de Assistência Social (SAS), e as coordenadoras e técnicos dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), se reuniram na manhã desta sexta-feira (22), no auditório do Senac, para o primeiro Encontro de Alinhamento, que a partir de agora será realizado a cada dois meses. Durante toda a manhã, os cerca de 40 servidores dos seis Cras discutiram estratégias de trabalho e apresentaram os seus territórios, utilizando diversas dinâmicas de grupo.
A primeira etapa foi conhecer a imagem que eles têm do seu Cras, como veem o seu trabalho. Depois eles apresentaram o seu território, no chamado “mapa falado”, identificando as vulnerabilidades e as potencialidades, e os equipamentos do local, como Cras, unidades de saúde e escolas. O objetivo é que as equipes enxerguem o contexto em que estão inseridas, e com o que podem contar. A partir das informações, elas estabelecerão as estratégias para fortalecer a rede de atendimento, com a inclusão de lideranças comunitárias, e pensar em projetos para atender a parcela da população em vulnerabilidade social.
A secretária Roberta Mello avalia que espaços como esse são fundamentais para oxigenar o trabalho das equipes, para que elas possam fazer formação, entender a Política de Assistência, mas também que possam se reconhecer como equipe, como um coletivo, porque isso potencializa o trabalho delas, mesmo em territórios diferentes, distantes. “É um momento de se olhar, de socializar e de pensar coletivamente a Política Pública”, concluiu.
Durante a formação, a coordenadora da Proteção Básica, Raquel Nebel, enfatizou a necessidade de lembrar sempre que por trás de uma pessoa sempre existe uma história, um contexto histórico que precisa ser considerado no esforço pela garantia de direitos. Por outro lado, ela afirma que é importante respeitar os limites dos profissionais envolvidos em cada caso, mesmo que um técnico seja responsável pelo atendimento de uma determinada família, alguns aspectos podem ser muito difíceis de lidar, porque nem sempre eles são capazes de desvincular a vida profissional da pessoal, e para isso existem as equipes, para que possam se apoiar e dar o melhor atendimento aos usuários. “Nosso principal objetivo é pensar em formas de prevenção de vulnerabilidades, para que elas não se agravem e cheguem à Média ou Alta Complexidade, que atendem pessoas com direitos violados”, afirmou Raquel.
O próximo encontro dos servidores técnicos dos Cras será em julho.