Retomadas as obras na passarela do Simões Lopes
Por intermédio de acordo firmado com a Prefeitura e o Ministério Público Estadual, a empresa América Latina Logística do Brasil S/A (ALL) retomou na tarde de hoje (1º), as obras de recuperação na parte estrutural da passarela de pedestres do Bairro Simões Lopes, principal acesso deste bairro ao centro da cidade.
As intervenções vão dar conta da substituição de dois vãos de concreto, de oito metros, por uma estrutura metálica, pré-fabricada, totalmente nova, que já está pronta em Curitiba e que deve chegar a Pelotas na próxima terça-feira (06). Conforme explica o Especialista de Engenharia e Projetos da ALL, José Antônio Colla, a equipe de dez homens da empresa trabalha para separar os blocos dos vão que devem ser removidos ainda hoje (1º).
O pilar de sustentação que fica entre a linha férrea principal e a de cruzamento também será removido. Este pilar, recuperado no ano passado, é o mesmo que havia sido avariado em 2003 por um acidente com um dos vagões do trem da empresa. Colla detalhou ainda que este pilar não será substituído, uma vez que a nova estrutura pesa cinco toneladas, bem menos que a atual de nove toneladas.
Os reparos de recomposição dos guarda-corpos e pintura chegaram a ser concluídas em 2005, mas as obras na estrutura foram suspensas pelo fato de a intervenção não apresentar laudo de Anotação de Responsabilidade Técnica ART/Crea, por parte da ALL. Um laudo solicitado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) ao escritório de Engenharia da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), logo após a interdição da obra, apontou que um dos vãos estava comprometido. O laudo foi encaminhado ao Ministério Público Estadual para anuência de proposta apresentada pela SMU e foi aprovado recentemente. A obra agora deverá estar concluída até o final da próxima semana.
Para a secretária municipal de Urbanismo, Eulália Anselmo, a ação deve estar encerrando um problema que atinge a comunidade daquela localidade já há algum tempo: “É mais uma importante resolução que termina com um impasse de anos e que vem qualificar um espaço público urbano tão significativo como aquela passarela”, diz Eulália, ressaltando que aquele passeio também integra o patrimônio histórico da cidade, não pelas suas características arquitetônicas, mas pela tradição do ato de passar por sobre os trilhos.