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Saúde da população adulta de Pelotas é avaliada em estudo

A pesquisa é desenvolvida pela Faculdade de Enfermagem da UFPel e tem o apoio da Prefeitura

12-11-2021 | 17:05:40

A saúde da população adulta pelotense está sendo estudada por pesquisadores da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que coletam dados de pessoas com 18 anos ou mais, moradoras de diferentes bairros da cidade, em visitas domiciliares. A ação visa contribuir com a definição de políticas públicas voltadas para o tema da saúde no Município. A Prefeitura e outras instituições são parceiras da iniciativa.

Por meio do Pacto Pelotas pela Paz, o Município apoia a divulgação da pesquisa, orientando os agentes de segurança que atuam na cidade para que conheçam o estudo e possam ajudar a população em caso de dúvidas. “Compreendemos a importância da participação em pesquisas sérias como esta, que podem contribuir muito para o planejamento de políticas públicas, neste caso, no âmbito da saúde pública”, destacou a coordenadora executiva do Pacto, Aline Crochemore.

Conheça o estudo

O projeto de pesquisa intitulado “Multimorbidade e procura por serviços de urgência e emergência em Pelotas-RS: predição a partir de análises de inteligência artificial”, também conhecido por E aí Pelotas?, é desenvolvido pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a participação de cerca de 15 entrevistadores treinados e identificados, que realizam, inicialmente, um estudo de linha de base e coleta de dados inicial. 

As entrevistas são domiciliares, com o intuito de reunir o maior número possível de informações sobre a saúde da população adulta do Município. Além de dados pessoais, também são avaliadas características demográficas e socioeconômicas dos entrevistados.

Todos que participarem da pesquisa serão acompanhados durante um ano pelas equipes. No final de 2022 e início de 2023, as informações serão analisadas a partir de técnicas de inteligência artificial para identificar a possibilidade de as pessoas utilizarem os serviços de urgência e emergência da cidade, sejam públicos, sejam particulares. 

De acordo com o coordenador do estudo, professor Bruno Nunes, pouco mais de 3,5 mil pessoas já receberam os entrevistadores em suas residências desde o dia 1º de setembro, data que a atividade foi iniciada. 

A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da Faculdade de Medicina da UFPel. O estudo conta, também, com parcerias de outras instituições, como o Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Enfermagem em Saúde Pública da USP, o The Global Emergency Medicine Innovation and Implementation Research Lab da Duke University e o Hub de Inovação em Inteligência Artificial da UFPel. O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande Do Sul (Fapergs), Edital PPSUS 2020.

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Pacto Pelotas Pela Paz, Políticas Públicas para a Saúde, Saúde

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