Saúde investiga caso de psitacose
A Secretaria Municipal de Saúde, em trabalho conjunto com a Universidade Federal de Pelotas e 3ª Coordenadoria Estadual de Saúde, está fazendo a coleta de materiais em 24 funcionários do Núcleo de Recuperação da Fauna Silvestre, que atuaram diretamente com os filhotes de caturrita, para investigar as causas da contaminação.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da SMS, Maria Regina Reis Gomes, as amostras, tanto humanas como dos animais, serão enviadas para São Paulo para serem examinadas pelo laboratório da Universidade de São Paulo, Unisp. Há suspeita de psitacose, doença infecto-contagiosa causada pela bactéria chlamydophila, encontrada nos pássaros.
Conforme Regina, o caso está controlado, pois ocorreu em só um foco, no Núcleo, e biólogos, veterinários e funcionários, que entraram em contato de alguma forma com estas aves, seja na apreensão, transporte ou alimentação, estão recebendo tratamento médico.
A psitacose pode ser transmitida ao homem quando em contato com animais, principalmente os silvestres, causando febre alta, alteração respiratória, dor de cabeça, tosse seca, dores lombares.Pode causar pneumonia atípica.
A equipe do centro foi contaminada quando 94 filhotes de caturritas,que estavam em cativeiro em um assentamento de Ulha Negra, foram enviados pela Embrapa de Bagé para a Faculdade de Veterinária da UFPel, no Capão do Leão.