Saúde prepara campanha de combate à sífilis congênita
O Departamento de Saúde Pública, em parceria com o Programa de DST/Aids, promoverá, no dia 19 de outubro, a versão municipal da Campanha Nacional de Combate à Sífilis Congênita. A ação ocorrerá em dez Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com o objetivo de diminuir ou eliminar a sífilis congênita na cidade.
No dia 19, as UBSs estarão fazendo coletas de sangue em gestantes, para realizar o exame de sífilis. Em vias de criar uma eficaz frente de trabalho para o combate à doença, os médicos e enfermeiros da rede receberam um treinamento, nos dias 15 e 16 de setembro, com professores da Sociedade Gaúcha de Ginecologia e Obstetrícia e da Associação Brasileira dos Enfermeiros Obstetras. Todas as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) estão já capacitadas para atuar na campanha, informa a enfermeira responsável pelo Departamento de Saúde Pública, Eliédes Freitas. Mais informações pelo telefone 3284-7756.
Saiba mais sobre a doença
A sífilis congênita é resultado da disseminação da gestante infectada não-tratada ou inadequadamente tratada para o neném, por via transplacentária. A taxa de infecção da transmissão em mulheres não tratadas é de 70 a 100%, nas fases primárias e secundárias da doença, reduzindo-se para aproximadamente 30% nas fases tardias da infecção maternal. Há possibilidade de transmissão direta por meio do contato da criança pelo canal de parto, se houver lesões genitais maternas. Durante o aleitamento, ocorrerá apenas se houver lesão mamária por sífilis.
Quando a mulher adquire sífilis durante a gravidez, poderá haver infecção assintomática ou sintomática nos recém-nascidos. Mais de 50% das crianças infectadas são assintomáticas ao nascimento, com surgimento dos primeiros sintomas, geralmente, nos primeiros três meses de vida. Por isso, é muito importante a triagem sorológica da mãe na maternidade.