Secretarias fazem parceria contra anemia falciforme
As secretarias de Projetos Especiais e Saúde estabeleceram parceria para promover ações educativas e de controle da anemia falciforme. No Dia Nacional de Combate a doença, hoje (16) o tema foi debatido em audiência pública promovida pelo Conselho da Mulher na Câmara de Vereadores, onde a secretária de projetos especiais, Claudia Ferreira, entregou oficialmente à Saúde o projeto construído em parceria com a Associação Olojukan.
O objetivo do projeto é formar um grupo de agentes de saúde capaz de promover educação e levar informação para a comunidade da periferia. “A doença não tem cura e temos que informar a população sobre os sintomas e o tratamento, para que possa ter uma vida com mais qualidade”, disse a secretária. O trabalho deverá ser desenvolvido nos postos onde há o programa de Saúde da Família: Getúlio Vargas, Pestano, Bom jesus, Dunas, Navegantes I e II, Balsa e Gotuzzo.
A doença é característica das pessoas da raça negra e surgiu a partir de uma mutação genética, transmitida de geração em geração. Embora seja predominante entre negros e pardos, com a miscigenação das raças também passou a se manifestar na população branca. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde, a cada ano nascem no Brasil cerca de 2,5 mil crianças portadoras da enfermidade, sendo que 20% destas não vão atingir os 5 anos de idade por complicações relacionadas a doença. No Brasil, cerca de 20% da população negra e 2% da população branca têm a doença manifestada. Entre os sintomas estão dores nas articulações, ossos, tórax e abdômen, podendo causar infecções na garganta, pulmões, rins, úlceras nas pernas, próximo aos tornozelos, entre outros.
Segundo a presidente do Conselho da Mulher de Pelotas, Nara Louro, na comunidade da Balsa, em Pelotas, já foram detectados inúmeros casos da doença. “Agora precisamos do apoio da Secretaria de Saúde e do trabalho da Secretaria de Projetos Especiais para poder identificar e oferecer tratamento para as pessoas que portam a doença”, afirmou. Conforme Nara, a única alternativa é a educação da população a respeito do tema.