Secult abre exposições nesta sexta-feira
Integrando a programação de aniversário do Município, a Prefeitura de Pelotas, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), abre nesta sexta-feira (6), duas exposições de arte. Às 20h30, na sala Antônio Caringi será inaugurada mostra de trabalhos de ex-alunos da Escola de Belas Artes, acervo do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), sob curadoria dos professores José Luis de Pellegrin, Carmen Diniz e Raquel Schwonke. Paralelamente, na sala Frederico Trebbi, será inaugurada a exposição de Letícia Gomes.
Associando-se as iniciativas da Secult, em comemoração aos 195 anos de Pelotas, o Malg resgata um dos mais significativos períodos da história das artes do município. Trata-se da Escola de Belas Artes de Pelotas - EBA, fundada no ano de 1949, por iniciativa de Dona Marina Moraes Pires, professora e sua primeira diretora. Essa importante instituição constitui a base para o ensino das artes na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), representada pela existência do antigo Instituto de Letras e Artes, hoje, Instituto de Artes e Design e do Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo.
Dentre as principais coleções do acervo do MALG encontram-se mais de cem trabalhos dos ex-alunos da EBA, da qual alguns deles estarão expostos na sala Antônio Caringi.
Na sala Frederico Trebbi, Letícia convida o visitante a explorar metaforicamente sua percepção, na Mostra Monotipias. De acordo com a artista, as gravuras buscam revelar novos e, até então, indubitáveis significados existentes entre rumos por vezes desconhecidos e incompreendidos da linha. Quando visto como complexo labirinto, o sentido da linha se expande, revelando, através das imagens geradas, as possibilidades para empreender o processo de transformação no decurso dos caminhos e descaminhos. “Sobretudo, desejo fazer o observador atentar aos sinais das sensações. No emaranhado das linhas que se conformam são fornecidas inúmeras direções, provendo acesso a um importante ponto que ora pode ser o início, ora o fim de um percurso”, afirma Letícia.
Para a artista existem basicamente duas formas de olhar o labirinto. Há o olhar do artista, que conhece a obra, e há o olhar do espectador, que avança no percurso desconhecido. “O labirinto provoca surpresas, instigando o olhar a trabalhar por associações que vão, passo a passo, sugerindo novos e inexplorados rumos”.
As salas Antônio Caringi e Frederico Trebbi estão instaladas no prédio do Grande Hotel, e podem ser visitadas de segunda a domingo das 12h30min às 18h30min. As duas exposições podem ser visitadas até o dia 31 deste mês.