Vigilância Epidemiológica investiga casos de diarréias
Devido a grande incidência de casos de diarréia na cidade, o serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está solicitando aos médicos que encaminhem os pacientes para realizar exame de fezes. De acordo com a coordenadora do serviço, Maria Regina Reis Gomes, ainda não é possível afirmar que os casos de diarréia se tratam de rotavírus, como está sendo divulgado. Para fazer essa afirmação, ela insiste, é preciso realizar exames nas pessoas acometidas pela doença.
Maria Regina informa que estes casos notificados na cidade podem ser de um outro tipo de virose, que não necessariamente o rotavírus. Ela esclarece a questão, dizendo que o quadro clínico da doença varia de infecção assintomática a quadros de vômitos e febre, seguidos por diarréia aquosa que, às vezes, podem ocasionar desidratação grave. Em geral, os vômitos ocorrem por três dias e a diarréia líquida por três a oito dias. O rotavírus é mais comum nos dois primeiros anos de vida, quando a criança ainda não adquiriu anti-corpos. Por este motivo, a vacina é feita em duas doses, uma nos 2 meses de vida e outra nos 4. Não adianta tomar a vacina fora deste idade, diz a coordenadora.
Em casos de diarréia, o tratamento é simples, pondera Maria Regina. O paciente deve procurar ajuda médica, que lhe recomendará soro de re-hidratação e uma dieta branda. De acordo com a coordenadora, o prazo para o sumiço dos sintomas é 3 a 4 dias. Os médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão qualificados a realizar este atendimento e estão instruídos para fazer o encaminhamento do paciente ao serviço de vigilância epidemiológica, para comprovar a origem da doença. “Todas as UBSs possuem o manejo adequado para realizar o tratamento da diarréia padrão do Ministério da Saúde”, tranqüiliza.