Caixa Econômica Federal adota o Museu da Baronesa
Na próxima terça-feira (19), às 16h, no Salão Dona Sinhá, do Museu da Baronesa, será firmado contrato entre a Caixa Econômica Federal e a Associação de Amigos do Museu da Baronesa (AMBAR), para execução do projeto “Museu Municipal Parque da Baronesa – qualificação da documentação museológica e da reserva técnica”, no valor de R$ 73 mil, aprovado pelo Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais. O evento contará com a presença do prefeito Fetter Júnior, dirigentes da Caixa Econômica Federal e com o diretor-presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus, Luiz Antônio Bolcato Custódio.O resultado da 2ª edição do Programa, com cinco instituições museológicas representando o estado, foi divulgado no dia 30 de junho no Diário Oficial da União (DOU).
O projeto, encaminhado em fevereiro deste ano, sob a responsabilidade das diretorias de Planejamento e Projetos e do Museu da Baronesa, da Secult, visa desenvolver um sistema documental com procedimentos e instrumentos que permitam recuperar as informações sobre o acervo, possibilitando a preservação do máximo de dados possíveis sobre os objetos, aumentando as oportunidades de acesso aos mesmos e a sua capacidade de produção de conhecimento, assim como criar condições de organizar o acervo armazenado na reserva técnica. Para este trabalho é fundamental a aquisição de arquivos deslizantes e computadores, disponibilizada através do Programa de Adoção da Caixa Federal, além da contratação de assessoria técnica e dois estagiários, pelo período de oito meses.
O Museu Municipal Parque da Baronesa, fundado em 1982, está vinculado, como instituição cultural, à Prefeitura Municipal de Pelotas, através da Secretaria Municipal de Cultura – Secult.A Associação de Amigos do Museu da Baronesa – Ambar - que, desde 1995, apóia o museu em diversas atividades, atuará como interveniente gestora entre a Prefeitura e a Caixa.
Nas décadas de 70 e 80, no RS, houve a criação de vários museus, ligados aos governos estadual, municipal e a diversas instituições ou empresas, já demonstrando o interesse em guardar sua memória e trazer à luz, informações que passaram desapercebidas ou que estavam escondidas por várias gerações. Dentro desta perspectiva, em 1982, numa tentativa de preservar parte da memória de Pelotas, foi criado o Museu Municipal Parque da Baronesa.
O museu é marcado pela importância do local onde foi instalado, considerado patrimônio histórico municipal, foi residência da família Antunes Maciel, uma das representantes da oligarquia charqueadora, e pelo seu rico acervo, basicamente composto de têxteis e mobiliário (2ª metade do século XIX e primeiras décadas do XX).
Pelotas é pólo cultural de uma região que congrega mais de 1 milhão de pessoas. O impacto regional que o projeto pode ter é muito significativo. Por ser o Museu da Baronesa um importante lugar de memória da cidade e região, a qualificação dos cuidados que dispensa a seu acervo e sua disponibilização para pesquisa reforçarão o papel referencial que esta instituição ocupa, serão ampliadas as possibilidades de convênios existentes com as Universidades locais e o campo de estudo e trabalho para estagiários dos cursos de graduação e pós-graduação dos diversos cursos das instituições de ensino.
Com as atividades que virão a acontecer no Museu e no Parque estarão sendo gerados postos de trabalho diretos e indiretos na área cultural, nas áreas de teatro, música, museologia entre outras.
O acervo estará cumprindo a sua função social na medida em que estiver disponível a um grupo maior, a serviço da sociedade. O acervo deve ser o cerne da exposição, para valorizá-lo se buscará soluções fundamentadas na educação, pesquisa e difusão cultural, despertando o interesse do público, além de envolver a comunidade através de projetos educacionais que operem a sensibilidade, a invenção, o incentivo ao fazer, voltados essencialmente ao acervo.
Com o envolvimento e o investimento nesse projeto a Caixa Econômica Federal se torna parceira no trabalho, árduo, da Prefeitura Municipal de Pelotas, através de sua Secretaria Municipal de Cultura, na nova concepção local de cultura, como fonte de geração de trabalho e renda e não somente prazer, lazer e conhecimento.