Caixa formaliza apoio financeiro ao Museu da Baronesa

Por Divulgação 18-09-2006 | 00:00:00
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Mais de R$ 70 mil serão investidos no Museu Municipal Parque da Baronesa no período de um ano. A Caixa Econômica Federal e a Associação dos Amigos do Museu da Baronesa (Ambar) assinam nesta terça-feira (19), às 16h, no Salão Dona Sinhá, convênio de patrocínio ao projeto "Qualificação da Documentação Museológica e da Reserva Técnica” do Museu Municipal Parque da Baronesa. Serão repassados, ao todo, R$ 73.534,00, sob a forma de patrocínio, por meio do Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais. Estarão presentes no evento, o prefeito Fetter Júnior, dirigentes da Caixa Econômica Federal e o diretor-presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus, Luiz Antônio Bolcato Custódio.

O projeto, encaminhado em fevereiro deste ano e selecionado pela Caixa, junto a outras 30 instituições do país, visa desenvolver um sistema documental com procedimentos e instrumentos que permitam recuperar as informações sobre o acervo, possibilitando a preservação do máximo de dados possíveis sobre os objetos, aumentando as oportunidades de acesso aos mesmos e a sua capacidade de produção e de conhecimento, assim como, criar condições de organizar o acervo armazenado na reserva técnica. Para este trabalho, é fundamental a aquisição de arquivos deslizantes e computadores, disponibilizados através do Programa de Adoção da Caixa, além da contratação de assessoria técnica e dois estagiários, pelo período de oito meses.

Nas décadas de 70 e 80, no Rio Grande do Sul, houve a criação de vários museus, ligados aos governos estadual, municipal e a diversas instituições ou empresas, já demonstrando o interesse em guardar sua memória e trazer à luz, informações que passaram despercebidas ou que estavam escondidas por várias gerações. Dentro desta perspectiva, em 1982, numa tentativa de preservar parte da memória de Pelotas, foi criado o Museu Municipal Parque da Baronesa, que está vinculado, como instituição cultural, à Prefeitura Municipal de Pelotas, através da Secretaria Municipal de Cultura ( Secult).

O museu é marcado pela importância do local onde foi instalado. Considerado patrimônio histórico municipal, foi residência da família Antunes Maciel, uma das representantes da oligarquia charqueadora, e pelo seu rico acervo, basicamente composto de têxteis e mobiliário (segunda metade do século XIX e primeiras décadas do XX).

Pelotas é pólo cultural de uma região que congrega mais de 1 milhão de pessoas. O impacto regional que o projeto pode ter é muito significativo. Por ser o Museu da Baronesa um importante lugar de memória da cidade e região, a qualificação dos cuidados que dispensa a seu acervo e sua disponibilização para pesquisa reforçarão o papel referencial que esta instituição ocupa, será ampliada a possibilidade de convênios existentes com as Universidades locais e o campo de estudo e trabalho para estagiários dos cursos de graduação e pós-graduação dos diversos cursos das instituições de ensino.

Com as atividades que virão a acontecer no Museu e no Parque, estarão sendo gerados postos de trabalho diretos e indiretos na área cultural, nas áreas de teatro, música e museologia, entre outras.

O acervo estará cumprindo a sua função social na medida em que estiver disponível a um grupo maior, a serviço da sociedade. O acervo deve ser o cerne da exposição, para valorizá-lo buscar-se-á soluções fundamentadas na educação, pesquisa e difusão cultural, despertando o interesse do público. Além de envolver a comunidade através de projetos educacionais que operem a sensibilidade, a invenção, o incentivo ao fazer, voltado essencialmente ao acervo.

Com o envolvimento e o investimento nesse projeto, a Caixa se torna parceira no trabalho, árduo, da Prefeitura Municipal de Pelotas, através de sua Secretaria Municipal de Cultura, na nova concepção local de cultura, como fonte de geração de trabalho e renda e não somente prazer, lazer e conhecimento.

O Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais foi lançado em agosto de 2004, quando a Caixa firmou com o Ministério da Cultura o Protocolo de Cooperação para o desenvolvimento de ações conjuntas no projeto de valorização do patrimônio histórico e cultural brasileiro, buscando a recuperação e modernização de museus, salvando do desaparecimento um legado inestimável para a nossa cultura, e contribuindo tanto para a democratização do acesso, ao viabilizar a devolução desses acervos para a sociedade, quanto para a criação de uma consciência de preservação dos bens nacionais.

O Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais complementa a ação de valorização, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro, uma vez que o seu objetivo primordial é estender a atuação da Caixa na área cultural para além dos seus próprios espaços culturais, contribuindo para uma iniciativa pioneira, estratégica e de longo prazo.

O objetivo do Programa é apoiar projetos de entidades culturais abertas à comunidade, sem fins lucrativos, por um período de um ano, que contemplem ações de recuperação de seus acervos, implantação ou modernização de laboratórios de conservação/restauração, aquisição de acervo para a expansão ou atualização das coleções, de pesquisa, catalogação e informatização de acervo, implantação ou ampliação de reserva técnica e implantação ou reformulação de módulos expositivos de longa duração.

Nesta sua 2ª edição, o Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais estará beneficiando 31 instituições de todas as regiões do Brasil, com níveis diferenciados de apoio, o que permitirá a descentralização e a democratização dos patrocínios culturais, totalizando um investimento, em recursos próprios, de R$ 3,5 milhões. Os projetos recebidos pela Caixa passaram por três processos de avaliação: etapa de habilitação, etapa de pré-seleção e seleção final.

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