Freitas lança novo romance
Secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Comunicação, o jornalista Luiz Carlos Freitas lança seu novo livro, o romance Amáveis inimigos íntimos (Livraria e Gráfica Mundial, 250 páginas). O coquetel de lançamento e a sessão de autógrafos acontecem quinta-feira (19), na Livraria Mundial, das 18h às 20h30min. Freitas é ex-editor-chefe do Diário Popular, no qual também foi repórter e editor de Educação e Cultura, além de editor de Nacional e Exterior. Amáveis inimigos íntimos é a quarta obra publicada pelo escritor, autor de A revolta dos agachados (romance), Sob o olhar benevolente do pai (romance ) e O espião de almas ( coletânea de contos e crônicas).
Amáveis inimigos íntimos, segundo Freitas, é uma obra que tenta retratar a sociedade contemporânea, abordando as relações sociais e familiares, com ênfase na crise de valores morais e éticos que caracteriza os tempos atuais. Franco Cordeiro Raposo, a principal personagem da obra, é um cidadão em busca da identidade perdida em meio a um contexto familiar e social corroído e com visíveis sinais de apodrecimento.
Cordeiro Raposo se debate entre suas responsabilidades de chefe de família e um emergente desejo de mudar de vida. É um náufrago à deriva num mar infestado de tubarões, um homem fragilizado, amargurado e triste, que se utiliza das mais variadas máscaras para camuflar sua verdadeira personalidade e, assim, conseguir enfrentar o cotidiano.
O herói do livro é, em síntese, um homem-camaleão. Quase sempre é “Cordeiro”, por vezes é “Raposo”, ainda que raramente. E quando isto ocorre, quando ele consegue despir a máscara de homem sério, responsável e feliz, nos seus raros momentos de reflexão íntima, a realidade lhe salta aos olhos como se um tigre faminto e devora sua aparente tranqüilidade e paz de espírito. É quando a verdade nua e crua se revela a Franco Cordeiro Raposo, mostrando-lhe o quanto sua existência é falsa, medíocre e sem perspectivas de futuro.
Amáveis inimigos íntimos, ambientado em Pelotas é, em suma, uma obra ficcional que expõe as feridas do tecido social, escancara os traumas, angústias, dúvidas e anseios do ser humano, mas ao mesmo tempo é um sopro de esperança e uma demonstração de que sempre é tempo de mudar e tentar ser feliz.