Moacyr Scliar e Luiz de Miranda na Feira do Livro
O início da tarde desta quarta-feira (10) foi bastante movimentado na Feira do Livro de Pelotas, com a sessão de autógrafos do consagrado escritor brasileiro Moacyr Scliar. Mesmo em horário diferenciado atendendo a agenda de compromissos do escritor, a sessão reuniu diversos leitores e admiradores do trabalho de Scliar.
A obra em evidência é o seu mais recente trabalho, o romance histórico Na Noite do Ventre, o Diamante que foi lançado em abril deste ano e teve seus exemplares esgotados, no dia de hoje. “Uma ficção com muitos componentes da realidade como o ciclo diamantífero no Brasil” resume Scliar. O livro traz a história de um diamante que é descoberto em Minas Gerais e contrabandeado para a Europa, indo parar na Rússia nas mãos de uma família que migra para o Brasil, começando assim todo o enredo.
Moacyr Scliar também se mostrou entusiasmado com a Feira do Livro de Pelotas e o número de jovens buscando por livros: “É sem dúvida um grande evento, à altura desta cidade que é um dos berços da literatura gaúcha. A Feira recupera essa tradição, além de facilitar o acesso ao livro, tornando mais convidativo o ato da leitura”, ressaltou.
A 33ª edição da Feira do Livro de Pelotas é uma promoção da Câmara Pelotense do Livro, Prefeitura Municipal de Pelotas através das Secretarias Municipais da Cultura e Educação(Secult/SME) e as Universidades Federal e Católica de Pelotas (UFPel/ UCPel).
Amanhã, a partir das 18h, no estande da Cafeteria Armazém, a sessão de autógrafos será coletiva com vários escritores dentre eles o também conceituado poeta brasileiro Luiz de Miranda que estará autografando a obra “Nunca mais seremos os mesmos” .
LUIZ DE MIRANDA AMANHÃ NA FEIRA:
Começou a escrever com 17 anos, em Uruguaiana, e tinha como mestra a professora Domingas Faraco. Depois foi morar em São Paulo, em 1966, quando conheceu o poeta Cassiano Ricardo, que leu dois livros inéditos de Miranda e não gostou de quase nada, mas disse: “tú és poeta ! leste tal coisa, leste aquilo”. Ao final deu-lhe uma lista de vinte e quatro livros para ler. O que fez em
profundidade. Eram ensaios, críticas, exegese poética, e alguns poetas que Miranda não conhecia em profundidade. Leu tudo e rasgou os seus dois livros, começando do zero. Os olhos cheios da modernidade, das vanguardas dos anos 50 e 60. Tudo isso influenciou no trabalho que se apresenta em Andança (1969) e também outras obras como Solidão Provisória (1978), Roteiro da Paixão (1985) e Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias (1999).