Momento para apreciar o teatro e a literatura de Simões

Por Divulgação 08-12-2005 | 00:00:00
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Simonianos e apreciadores do trabalho de um dos maiores nomes da literatura regionalista brasileira, João Simões Lopes Neto, terão a oportunidade de conferir também outro gênero da obra do escritor pelotense: o teatro. Nesta sexta (09) e sábado (10) acontece o resgate do teatro de Simões com apresentação de peça histórica, a opereta Os bacharéis, às 21h, no Theatro Sete de Abril. A primeira das duas apresentações, que também marcam a inauguração da Casa onde funcionará o Instituto que leva o nome do escritor, será para convidados e no sábado, aberto ao público. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do teatro com os seguintes preços: platéia R$ 25,00; camarote R$ 15,00 e galeria R$ 10,00.

Depois de mais de um século do lançamento, a peça Os bacharéis retorna ao palco do Theatro Sete de Abril onde estreou em 1894. Por todos estes anos, a obra escrita por Simões sob o pseudônimo Seraphim Bemol junto de José Gomes Mendes (Mouta Rara), esteve perdida nos acervos literários na Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul e agora, resgatada pela pesquisadora porto-alegrense e doutora em Teoria da Literatura, Cláudia Antunes, volta à cena.

O espetáculo patrocinado pela Companhia Petroquímica do Sul (Copesul) é composto de três atos pelo maestro Manoel Acosta, a direção é de Élcio Rossini, regência de Cláudio Ribeiro e reconstituição musical de Márcio de Souza. Já o elenco foi formado especialmente para a apresentação, com 12 atores da capital, além da orquestra composta por 19 músicos, a maioria de Caxias do Sul. A comédia, apesar de ser uma obra histórica, traz temas bastante atuais como o poder político-econômico, críticas e comportamentos sociais, amor, dentre outros, com duração de uma hora e meia.

O resgate da opereta Os bacharéis marca ainda a inauguração do Instituto João Simões Lopes Neto que funcionará na casa onde o escritor viveu entre os anos de 1897 e 1907, na rua Dom Pedro II, 810, abrigando o maior centro de referência da obra de Simões.

Segundo a titular da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Beatriz Araujo, a cidade vive um momento excepcional: “Ao mesmo tempo em que temos um resgate dessa importância, na obra de Simões, e a concretização do Instituto destinado à preservação e difusão da obra do escritor, Pelotas consegue se reencontrar na sua importância cultural e artística e ao mesmo tempo conquistar grandes parceiros que têm mostrado interesse em investir na nossa cultura”, disse Beatriz, entusiasmada ao se referir à empresa Copesul que patrocina esta e outras iniciativas que virão.

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