Museu da Baronesa com projeto na Consulta popular

Por Divulgação 30-05-2006 | 00:00:00
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O Projeto Museu Contando História, prevendo a informatização do Museu da Baronesa e digitalização do acervo, será encaminhado amanhã (31) pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e Associação dos Amigos do Museu Parque da Baronesa (Ambar), para votação na Consulta Popular do Conselho Regional de Desenvolvimento do Sul (Corede-sul), que acontece no anfiteatro do Colégio Municipal Pelotense, das 13h30min às 18h. Quem quiser colaborar com o Museu da Baronesa poderá escolher pela iniciativa representada pelo número 23. Nessa primeira fase são necessários, no mínimo, 40 votos para que a iniciativa seja classificada para a etapa estadual que acontece no dia 28 de junho.

O projeto em pauta tem como objetivo promover a melhoria e qualificação da reserva técnica do Museu Municipal Parque da Baronesa, cumprindo com sua função social, de se constituir em lugar de aprendizagem, lazer, reflexão e inclusão, através da aquisição de computadores, câmeras e demais acessórios para a melhor guarda do acervo público do Museu. Além de dar acesso público ao maior número de pessoas, por intermédio da digitalização do acervo documental, em parceria com o Laboratório de Acervos Digitais da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), e levar a rede pública e privada de ensino programa educativo intitulado Teatro na Baronesa, ampliando o número de estudantes visitantes no Museu.

Histórico

O Museu Municipal Parque da Baronesa está vinculado, como instituição cultural, à prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e, desde 1995, conta com o apoio da Associação de Amigos do Museu da Baronesa – AMBAR.

A casa principal, em estilo eclético, de matriz neoclássica e colonial brasileira, foi adquirida pelo coronel Aníbal Antunes Maciel, em 10 de junho de 1863, para ser doada a seu filho Aníbal Antunes Maciel, por ocasião de seu casamento, em agosto de 1864, com Amélia Hartley de Brito, carioca de nascimento e de descendência inglesa.

A propriedade está localizada numa área total de 7 hectares. Sua área externa possui uma gruta artificial, uma casa de banho, dois jardins – em estilo inglês e francês – chafariz, pontes, canais e um mini-castelo. Inicialmente, a casa era utilizada como Solar. Com a morte do Barão de Três Serros, em 1887, e a posterior transferência da Baronesa para o Rio de Janeiro, o Solar passou a ser habitado por uma de suas filhas, Amélia Aníbal Hartley, e mais tarde por outras gerações da família. Aníbal Antunes Maciel, recebeu o título de Barão de Três Serros, através de decreto do Imperador Dom Pedro II, por ter concedido alforria a seus escravos, em 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea. Assim, o Solar passou a ser identificado como o espaço de lazer e deleite da Baronesa de Três Serros, fator que acabou determinando, quando da institucionalização do espaço como museu, o nome de Parque Municipal da Baronesa.

Hoje, além do patrimônio arquitetônico, o museu dispõe de um acervo com mais de mil peças, representativo dos costumes da sociedade pelotense do final do século 19 até meados da década de 30 do século 20, diversificado em elementos têxteis, mobiliário, objetos de uso pessoal, documentação histórica e fotografias.

Televisão

Os detalhes e as belezas do Parque e do Museu da Baronesa serão apresentados para todo o estado neste sábado (03), às 11h, pelo Programa Rio Grande que dá Certo, da TV Bandeirantes, canal 5 em Pelotas.

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