Prefeitura estuda projetos para acabar com a voçoroca

Por Divulgação 22-09-2006 | 00:00:00
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Um processo erosivo existente há mais de 20 anos, resultado da retirada da cobertura vegetal do solo e de outros tratos culturais, criou no balneário dos Prazeres uma voçoroca, prejudicando os moradores do local. De acordo com o secretário de Qualidade Ambiental, Leonardo Cardoso, para tentar resolver a questão, será apresentado um cronograma de ações até o final do mês. “Pretendemos erradicar esse problema”, disse.

Segundo o secretário de Serviços Urbanos, Antonio Carlos Selister, as primeiras obras de caráter emergencial começarão no inicio de outubro. A intenção é colocar pedras de tamanhos diferentes, resíduos de podas e material orgânico, tudo posto em camadas. “Esta intervenção é a primeira medida para conter o problema, uma vez que posteriormente serão executados os projetos relativos ao cronograma”, lembrou Cardoso.

No dia 30 de agosto, o prefeito Fetter Júnior recebeu no gabinete, representantes dos moradores do balneário dos Prazeres, que reivindicaram uma solução para o problema. Visto o caráter emergencial da situação, a Promotoria Pública permitiu a execução de medida para a contenção da Voçoroca, além da apresentação de um cronograma de atividades. Será realizada uma ação conjunta entre as Secretarias, a fim de resolver o problema da voçoroca.

Foi elaborado pela SQA, juntamente com o Compam, o projeto emergencial a ser executado pela SSU. Segundo o engenheiro – agrônomo da SQA, Paulo Ricardo Faraco, podem ser realizadas, como forma de controle, as seguintes ações: desviar as águas e isolar o local e plantar espécies vegetais herbáceas e arbustivas, específicas para cada solo. Será realizada uma ação conjunta entre as Secretarias, a fim de resolver o problema da voçoroca. Esta fica localizada no entroncamento da avenida Minas Gerais com a rua Bahia.

Como começou a voçoroca

Com as construções no local foram restando poucos espaços para o escoamento da água. Além disso, outras interferências humanas ocorreram, como por exemplo: os dejetos, águas servidas, limpeza de terreno e retiradas de lenhas. As ações do tempo e do homem resultaram na desagregação das partículas que compõem o solo, gerando assim uma erosão. “Esse é um processo crescente”, garantiu Faraco.

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