Problema de balneabilidade só será eliminado com a ETE

Por Divulgação 14-02-2006 | 00:00:00
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“Os constantes problemas que nos últimos anos vem sendo verificados com a falta de balneabilidade na praia do Laranjal vão muito além dos serviços de limpeza dos filtros biológicos”. A sentença é do superintendente industrial do Serviço Autônomo de Saneamento (Sanep), José Ignácio Káster, que alerta: o principal problema constatado hoje é a contaminação do lençol freático.

Desde dezembro de 2005, o Sanep esteve mobilizado com os trabalhos de limpeza dos filtros da praia - os quais não eram feitos desde 2002, garante, quando houve a ressaca da Lagoa -, inclusive realizando a substituição das pedras seixos nos tanques, dos cinco filtros localizados na orla da praia, já que um foi desativado devido ao desvio daquele curso de água para outro córrego.

Káster mesmo lembra que ele foi o projetista da construção dos seis filtros biológicos em 2001 e faz questão de reiterar que a medida foi uma forma encontrada para tratar a água da superfície, ou seja, o esgoto pluvial e cloacal, e apenas minimizar o problema. “Os filtros visam - paliativamente - tratar a água que escorre pela superfície, já que o lençol freático está contaminado e isso é o fator determinante para as condições impróprias de balneabilidade”, explica Káster afirmando que o problema só vai estar definitivamente eliminado com a implantação da rede coletora de esgoto e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), que estão em execução.

A ETE que iniciou a ser construída no primeiro semestre do ano passado e está em processo bem adiantado, devendo estar concluída e em funcionamento até final de 2006. “No próximo ano, com certeza, não teremos situações impróprias”, finaliza Káster.

O secretário de Qualidade Ambiental, Leonardo Cardoso, entende que as condições impróprias para banho no Laranjal devido aos altos índices de coliformes fecais não é um problema recente, e que em anos anteriores esse índice foi menor devido à soma de fatores físicos e climáticos que favoreceram a balneabilidade: “Na temporada passada tivemos um volume de chuva bem menor do que o registrado neste ano, além da força e direção do vento que influenciam significativamente na locomoção de resíduos para dentro da lagoa”.

Quanto à representação contra a Prefeitura feita pela ONG Hoc Tempore, Leonardo Cardoso diz que “causa estranheza ao poder público, o secretário antecessor representar contra a Prefeitura Municipal, visto que no governo passado a balneabilidade do Laranjal foi um problema constante.

Cardoso lembra que recebeu a administração com diferentes pontos condenados pela Fepam. “Se buscarmos os jornais de 2003 e 2004 verificaremos que na administração passada ocorreram os mesmos problemas, como destacaram, por exemplo, as edições do dia 24 de dezembro de 2004 dos jornais locais. A limpeza dos filtros como já sabemos não foi feita, e se foi, como em 2002, ficou bastante aquém do necessário, tanto que as situações já ocorriam”, ressalta.

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